ONGs lançam Avaliação da Agenda Socioambiental dos últimos 20 anos
Documento preparado em parceria com 10 organizações será divulgado na Cúpula dos Povos para mostrar os avanços e retrocessos da área

A Cúpula dos Povos é um encontro paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que também acontece no Rio de Janeiro.
O documento tem o objetivo de inaugurar um esforço permanente de exame anual da agenda socioambiental nacional por organizações da sociedade civil, para monitorar ações como a sanção de um inconsequente Código Florestal, a inédita redução de unidades de conservação na Amazônia e os atropelos no licenciamento ambiental, com mudança de normas para facilitar a implantação de empreendimentos com grande impacto sem as devidas condicionantes.
Apesar de desacreditada pela ausência de importantes chefes de Estado, a Rio+20 representa o momento no qual os anseios da sociedade civil sobre o tema ganham voz e evidência a nível nacional e internacional. A apresentação da Agenda socioambiental contará com a participação da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e do diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani.
Entenda os avanços e retrocessos da agenda socioambiental brasileira
Quando sediou a Rio-92, o Brasil vinha na esteira da elaboração da nova Constituição Federal, um intenso trabalho legislativo que culminou em um texto considerado pioneiro em relação à preservação do meio ambiente. Desde então, a pressão da sociedade civil permitiu a criação de uma série de normas que consolidaram os compromissos assumidos pelo País na Rio-92.
Exemplos disso são a promulgação da Lei de Crimes Ambientais, de 1998, e a formulação de um Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, em 2004, que encerrou um ciclo de aumento vertiginoso do desmatamento ilegal na região.
Entretanto, constatou-se uma completa descontinuidade desse processo no último ano, principalmente pela aprovação de um Código Florestal que atende amplamente as demandas dos setores mais atrasados do ruralismo e pela redução de unidades de conservação na Amazônia via Medida Provisória, sob o pretexto de instalação de megaprojetos hidrelétricos.
O lançamento do documento “Na contramão do desenvolvimento sustentável: o desmonte da agenda socioambiental no Brasil” é uma iniciativa do IDS em parceria com o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Desenvolvimento e Meio Ambiente (FBOMs); Instituto Socioambiental (ISA); Fundação SOS Mata Atlântica; Greenpeace do Brasil; Vitae Civilis; Imazon; Associação Alternativa Terrazul; Grupo de Trabalho Amazônico; Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam); e Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida.
Mais informações:
Lead Comunicação | www.lead.com.br | (11) 3168-1412





