Estabeleci como meta na COP 30 conhecer e conversar com pelo menos uma pessoa muito diferente do meu círculo de sustentabilidade/ESG. Puro e simples interesse pelo novo. E ontem não foi diferente. No flow da vida, acabei participando de um incrível encontro com a escocesa Lorna Gold, diretoraexecutiva do Laudato Si’ Movement.
Inspirado na segunda carta encíclica do Papa Francisco (24/05/2015), que tem o subtítulo “sobre o cuidado da nossa casa comum”, o movimento aborda questões ambientais e sociais críticas, mobilizando a comunidade católica para ações de justiça climática e ecológica em todo o mundo.
Não sou católico. Mas ontem aprendi muito com Lorna sobre ecologia integral, a base conceitual da encíclica papal: para Francisco, o papa mais verde da história da Igreja Católica, há uma profunda relação entre as crises ambientais e sociais; a crise ecológica, para ele, tinha e tem raízes humanas e éticas.
Estudando os Inner Development Goals, só posso concordar muito com o que prega a ecologia integral. A saída é, portanto, para dentro. De pessoa para pessoa. De pessoa para a “nossa casa comum.” A saída pode estar no sentimento/gesto essencial mais distintivo do que significa ser humano: o amor.
Com base na Laudato si, a New Humanity International NGO, ligada á Igreja Católica, apresentou ontem 10 propostas para a COP 30. Uma delas me chamou especialmente a atenção: “Reconhecimento do amor com categoria econômica para uma transição justa: propomos que o amor, entendido como princípio operativo da solidariedade, da equidade e da corresponsabilidade, seja reconhecido como uma categoria econômica e política.








