a COP 30 lançou o Pavilhão Balanço Ético Global, uma iniciativa do secretário-geral da ONU, António Guterres Guterrez, que teve amplo apoio do governo brasileiro.
Segundo a ministra Marina Silva, principal articuladora global do BEG, o balanço coloca a ética e a sustentabilidade no centro das negociações climáticas globais, normalmente marcadas por argumentos financeiros e técnicos. “Ética não pode ser um recurso retórico no debate do clima. É seu próprio fundamento”, disse Marina.
Inspirado no Balanço Global do Acordo de Paris, e na ideia-força de que a crise climática é de natureza moral e civilizatória, o BEG realizou uma escuta planetária sobre a crise climática, reunindo lideranças sociais, culturais, espirituais, empresariais, científicas e políticas em seis diálogos intercontinentais e em eventos independentes organizados pela sociedade.
São objetivos do BEG:
Avaliar se as decisões tomadas nas COPs anteriores estão sendo cumpridas, cobrando ações concretas.
Mobilizar a sociedade civil por meio de “escutas” regionais e encontros autogestionados em diversos continentes.
Integrar valores de justiça e responsabilidade, garantindo que ninguém seja deixado para trás.
Influenciar o Balanço Global oficial: alinhando o arcabouço e os processos de negociação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) à missão urgente de implementar os objetivos do Acordo de Paris.
Al Gore, cuja filha, Kareena G é uma articuladora do BEG, visitou ontem o pavilhão na zona Azul da COP 30. “O debate ético é central no combate à mudança do clima”.
Veja a carta de posição da Comissão Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sobre o Balanço Ético Global (17/11/25)
https://lnkd.in/dd-YQrUQ








