COP 30: serà que vai dar?

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A COP da Floresta caminha para o seu final ainda sem um grande acordo relevante. Dois são os principais impasses: financiamento climático e transição energética.

Sobre o primeiro, nem o negociador mais otimista acredita em solução: está claro que os países mais ricos, frente ao atual quadro de crise econômica e geopolítica, não estão dispostos a pagar a conta de US$1.3 trilhão para equacionar até 2030 a crise climática. Topam, no máximo, emprestar dinheiro a juros baixos–uma péssima ideia, que tornaria os países mais pobres–os menos responsáveis pela carbonização do planeta– devedores nessa história.

Com os EUA e Rússia fora, e China vacilante em assumir responsabilidades, esperava-se muito dos europeus. E eles vieram para não jogar o jogo.

A aposta do governo brasileiro está em construir uma resposta–ainda que incompleta– para o impasse da transição energética. O Brasil propôs um “mapa do caminho” apontando como solução um acordo político entre os países para estabelecer planos de descontinuidade na produção e uso de combustíveis fósseis.

Os cientistas já disseram que “mapa” sem plano e metas não vale nada. Mais de 80 países apoiam a medida. Resta convencer os demais 113 países numa COP que, segundo registros, contou com a presença de 1300 participantes que vieram apenas para gerar desinformação e defender os interesses da indústria do petróleo.

A ver os capítulos finais dessa novela.

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