Ciência tocou o sinal de emergência na COP30

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Em 14/11/25, a ciência gritou forte no Pavilhão de Ciências Planetárias da COP 30.


Um grupo de renomados cientistas, entre eles Carlos A. Nobre e Johan Rockström, soou o alarme vermelho para os negociadores da COP 30: as emissões globais de CO2 deveriam estar em queda, mas crescerão algo como 1,1% em 2025; a seguir no ritmo atual, a humanidade não terá mais do que quatro anos até esgotar o orçamento de carbono compatível com 1,5°C.

Na carta apresentada ao final do encontro, os cientistas foram contundentes: reverter o quadro de mudanças do clima exige reduzir 5% de emissões ao ano, e não 5% em uma década como querem fazer crer os compromissos atuais.
Mitigar é importante. Mas não há mais espaço para dúvidas sobre a necessidade de investir também em adaptação: a cada 0,1°C adicional aumentam os riscos de ondas de calor extremas, tempestades intensas e incêndios, com prejuízos econômicos principalmente para os mais vulneráveis.

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