Economia e Marketing, faces da mesma moeda

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Por Robson Paniago

Entender os seres humanos neste mundo complexo e cheio de mudanças é uma tarefa que exige muito dos profissionais, sejam eles de que área for e também com o conhecimento que tiverem.

É importante notar que trabalhar nas empresas, sejam elas pequenas ou grandes, faz com que possamos tentar entender as pessoas que as permeiam. E pessoas têm angústias, dúvidas, medos e doenças.

Ao tentar entender esses aspectos seria fundamental que pudéssemos entender um pouco de muitos conhecimentos que são importantes para a sobrevivência de todo e qualquer negócio, que é o marketing e a economia.

Segundo Philip Kotler: “Marketing é tão básico que não pode ser considerado como uma função isolada. É o negócio inteiro, cujo resultado final depende do ponto de vista do cliente”.

O marketing ajuda os seres humanos a atingirem suas necessidades que variam de acordo com a cultura, a filosofia, os costumes, os valores, as crenças, a intuição e os desejos de cada povo.

Além disso, podemos observar que o marketing lida com os indivíduos e com os grupos, sejam eles formais ou informais, numa arena que, para nosso entendimento e facilidade, chamaremos de mercado. Marketing é atingir seu mercado esteja ele onde estiver e buscar encantar seus clientes, sejam eles antigos ou novos.

Segundo Adam Smith: “A economia é a ciência que procura medir, explicar e, algumas vezes, mudar o comportamento humano e de outros animais”. Portanto é uma ciência que lida com os aspectos humanos em sua inteireza e grande profundidade.

Entender de economia faz parte do dia a dia dos brasileiros que passaram por vários planos econômicos, conviveram com uma inflação beirando a hiper e vivem com taxas de juros consideradas altas, que começam a baixar.

Para que possamos entender e interpretar esse mundo permeado por mudanças, numa economia dita globalizada, temos que fazer uma junção de marketing com a economia. Através dessa junção é que poderemos entender o ser humano, suas necessidades e poderemos responder suas indagações e dúvidas.

Para Jung os indivíduos poderiam ser separados em “cabeças duras” (racionalistas) e “maleáveis” (empiristas). Os segundos eram intelectualistas, religiosos e monísticos, filosoficamente idealistas, dogmáticos, otimistas, crentes no livre-arbítrio; os primeiros, irreligiosos, céticos, hedonistas, por conseguinte materialistas, pluralistas, pessimistas e fatalistas.

Os racionalistas querem que o mundo seja cada vez mais interpretado com números e com soluções lineares. Já os empiristas acreditam mais na sua intuição e também nas soluções individuais, portanto, nas decisões que dependam da sua interpretação de mundo.

Você é mais racionalista ou empirista, caro leitor?

Robson Paniago é Doutor em Ciências Empresariais (UMSA) e Doutorando em Administração (UNIMEP). Coordenador do Curso de Administração e dos Cursos Superiores de Tecnologia em Logística, Gestão de Recursos Humanos e Marketing do UNISAL – Campinas e Professor da FGV Online. Diretor da ANEFAC Campinas, Sócio-diretor da Consultee e da CEC. Palestrante, poeta, consultor e escritor.

E-mail: robsonpaniago@hotmail.com
 

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