Convergência amazônica de interesses

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Do lado de fora da Blue Zone, onde ocorrem as conversas oficiais sobre mudanças do clima, um grupo de indígenas protestava, ontem, no primeiro dia da COP 30, em defesa da floresta em pé. Do lado de dentro, no estande da CNI, uma primeira boa notícia reforçava, com argumentos econômicos, o legítimo pleito dos nossos ancestrais: estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta a Amazônia preservada como uma espécie de “motor do desenvolvimento sustentável” do país.

Segundo o estudo, o Brasil pode gerar até 312 mil novos empregos e inserir R$40 bilhões na economia, que seriam suficientes para conservar 81 milhões de hectares de floresta.

Como fazer isso acontecer? O relatório indica cinco caminhos: definição de políticas públicas e marcos regulatórios, financiamento e incentivos, fortalecimento das cadeias de valor, entrega de serviços essenciais e promoção de empregos e habilidades verdes. O mercado de carbono em processo de implantação no Brasil (Lei 15.042/2024) deve acrescentar também outros US$320 bilhões em receitas nas próximas três décadas.

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