Não é a primeira Conferência do Clima. Mas é, sem dúvida, a mais especial.
Especial porque acontece em Belém, uma cidade que aprendi a amar e que agora se torna palco de uma das discussões mais urgentes do nosso tempo. Especial porque é na Amazônia — esse verdadeiro “ar-condicionado” do planeta, guardiã da biodiversidade e símbolo concreto da possibilidade de um futuro viável para a humanidade.
Realizar uma COP na Amazônia não é apenas uma escolha geográfica. É um posicionamento político, ambiental e civilizatório. É reconhecer que não há solução climática global sem a floresta em pé, sem seus povos, sem a valorização de quem vive e protege esse território todos os dias.
E é também especial porque acontece no Brasil. Um país único em sua capacidade de diálogo, diversidade e construção de consensos. Um país que reúne credenciais ambientais, diplomáticas e sociais para costurar acordos capazes de nos afastar dos piores cenários da crise climática — se souber ocupar esse lugar com responsabilidade e ambição.
Antes de qualquer decisão, esta COP já cumpre um papel fundamental: deixar claro qual é o campo de jogo. O mundo olha para a Amazônia, para o Brasil e para Belém com a expectativa de que daqui surjam não apenas discursos, mas caminhos reais. O futuro do clima passa por aqui. E desta vez, isso nunca foi tão evidente.








