Voz dissonante

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Livro mostra que a maior ameaça para a humanidade não está no aquecimento global, mas na resistência às mudanças
Que tal uma viagem no tempo, mais precisamente pelos últimos 1000 anos? É o que propõe Josef H. Reichholf no livro Breve história da natureza no último milênio. A empreitada do autor tem um objetivo muito claro: analisar as recentes alterações climáticas sob o ponto de vista histórico. Segundo ele, não podemos nos basear nos acontecimentos recentes para projetar o futuro.
Ao fazer essa retrospectiva, Reichholf não descarta a possibilidade de que o recente aumento da temperatura global seja apenas um ciclo, sem conseqüências tão dramáticas para os seres vivos.  Mas em relação à interferência do homem na natureza, ele compactua da mesma posição do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). E chama para a civilização humana grande parte da responsabilidade por alterações como enchentes, temperaturas baixas no verão etc.
Em sua obra, o professor de zoologia defende ainda que a maior ameaça para a humanidade não está no aquecimento global, em si, mas na resistência às mudanças que, por conta desse fenômeno climático, serão inevitáveis.
Nesse processo – argumenta o autor – a migração, às vezes de longas distâncias, é uma estratégia de adaptação essencial. Ainda segundo ele, os esforços para impedir que pessoas se mudem para onde as condições sejam melhores estão fadados ao fracasso e reduzem a nossa adaptabilidade à natureza em transformação. A posição coloca o aquecimento global como um desafio não só ambiental e econômico, mas também social e geopolítico. Sem dúvida, mais uma centelha para o já caloroso debate das mudanças climáticas.
Breve história da natureza no último milênio
Josef H. Reichholf
Senac
R$60,00

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