Relatórios de sustentabilidade

Relatórios de sustentabilidade

Estudo divulgado pela empresa de consultoria KPMG no mês de julho deste ano revela que relatórios socioambientais vêm se tornando cada vez mais comuns nos mais diversos países. O estudo revela que aproximadamente 80% das 250 maiores empresas de todo o mundo publicaram balanços desse gênero, além de um adicional de 4% de informação integrada da responsabilidade social corporativa em seus relatórios anuais. Segundo o estudo, a integração de resultados sociais e ambientais em relatórios anuais está em ascensão em países como a França, Noruega, Suíça, Brasil e África do Sul.
O estudo levantou mais de 50 pontos dentro do tema responsabilidade social corporativa e permitiu que a KPMG compilasse dados e tendências em todo o mundo, expandindo o interesse em questões como alterações climáticas, estratégias de gerenciamento de responsabilidade socioambiental e ferramentas para reportar os resultados corporativos. Apenas informações disponíveis em domínio público foram consideradas, como os relatórios de sustentabilidade, sites das empresas e balanços anuais financeiros.
Dados comparados ao último levantamento sobre relatórios, realizado em 2005 pela KPMG, apontam para o aumento de 27% no número de companhias com publicações de responsabilidade social autossuficientes. De acordo com a pesquisa, dos 22 países participantes, o Brasil é o que possui maior índice de adoção das questões socioambientais da empresa em seus relatórios anuais (22%), seguido pela Suíça (21%) e África do Sul (19%).
De acordo com o levantamento, os pontos centrais que orientam a decisão de reportar questões socioambientais são as considerações éticas (69%), seguida por considerações econômicas (68%), reputação ou marca (55%), entre outros aspectos.
Na América Latina, Brasil e México foram incluídas na primeira lista. No Brasil, o nível de participação é bastante alto: 56% das empresas brasileiras publicaram relatórios em 2008, prevendo um impacto positivo da atuação do país na tomada de decisão de seus vizinhos latino-americanos. O México, ao contrário do Brasil, caminha próximo aos últimos países da lista na corrida pelos relatórios de sustentabilidade, com apenas 17% produzindo atualmente este gênero de relatórios.
Responsabilidade por setor
Em termos setoriais, as empresas de comunicação e mídia destacam-se quando o assunto é divulgação de relatórios de sustentabilidade, ao lado do setor automotivo, florestal e químico/ sintético, com 100% de adesão à prática. O segmento de comidas e bebidas é o último da lista, com 63% de incorporação ao modelo.
Das empresas analisadas no Brasil, as indústrias de eletroeletrônicos, óleo e gás, florestal e químicos/ sintéticos têm 100% de adesão ao modelo de divulgação do balanço socioambiental das empresas.
Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui.

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