
“A partir da minha experiência no governo, posso afirmar que pouco tempo vem sendo devotado ao ‘como fazer’. Os cidadãos e organizações sem fins lucrativos têm se mostrado mais eficientes na busca de respostas a essa pergunta. Por isso, devem atuar não somente em oposição, mas sim cooperar com os governos e empresas”, ressaltou Clinton em palestra na Anhembi Morumbi.
Desde que deixou a presidência dos Estados Unidos, o político norte-americano se dedica às mudanças positivas às quais se referiu por meio da Clinton Foundation. Como exemplo, cita a experiência de diálogo junto às fabricantes de medicamentos de combate a Aids, que proporcionou uma queda em cerca de 50% no preço desses itens. Com essa iniciativa a Fundação ajudou 1,4 milhão de pessoas portadoras do vírus HIV a terem acesso a tratamentos vitais.
“Convencemos produtores de remédios a mudarem seu modelo de negócio, até então geridos como uma loja de jóias. Os altos preços dos medicamentos resultavam do volume pequeno de vendas e alto risco. Ao reorganizarem sua gestão como uma loja de alimentos, por exemplo, foi possível aumentar as vendas e tornar os medicamentos mais acessíveis”, explica.
Essa estratégia também vem sendo aplicada na Clinton Climate Initiative, que busca negociar incentivos para desenvolvimento e disseminação de tecnologias verdes. A sustentabilidade das cidades é um dos objetivos específicos dessa iniciativa chamada C40, que já reúne as maiores metrópoles em todo o mundo, entre elas São Paulo. Eficiência energética das construções, combustíveis e tecnologias de transportes mais limpas são algumas das áreas para as quais o projeto se volta.
Economia de baixo carbono
Em visita ao Brasil, Clinton reforçou a importância de uma participação ativa do País em Copenhague, onde será construído o acordo climático que substituirá o Protocolo de Quioto.
Como parte dos esforços para reduzir o desmatamento, responsável por 55% das emissões brasileiras , o político norte-americano defende a adoção de um sistema de precificação do carbono. “Deixar a floresta de pé tem que ter um valor. É preciso atribuir um preço para o carbono a fim de atrair capital de todo o mundo para salvar a floresta”, ressalta.







