Água, terra, sol e ares verdes

Água, terra, sol e ares verdes

Energia “Solar”

A rede hoteleira Sol Meliá anunciou em seu Relatório Anual de Sustentabilidade que vai indexar parte dos bônus variáveis de seus executivos – inclusive diretores – à performance de sustentabilidade ambiental.
O documento prevê, já para este ano, uma indexação de 5% aos bônus de funcionários da sede e escritórios – com mais 5% adicionais em caso de medidas com maior impacto estratégico – e de 10% para executivos dos hotéis e resorts – metade indexada ao cumprimento do Manual de Desenvolvimento Sustentável da corporação e a outra metade à poupança de água e energia. Segundo a rede, a medida atinge 90% de toda sua cadeia hoteleira.
Vale lembrar que a Sol Meliá foi certificada pelo Instituo de Turismo Responsável da Unesco como a primeira “cadeia hoteleira da biosfera”, pelo compromisso com a preservação ambiental. Além disso, a rede integra a Bolsa Espanhola de Investimento Responsável (DTSE4 Good Ibex).
Baú da Felicidade Verde
O homem do Baú decidiu apostar adivinhe em que para atrair clientes das classes média e média-alta? Alta tecnologia e sustentabilidade! Senor Abravanel – mais conhecido por Silvio Santos – acaba de inaugurar a primeiraLoja Premium do Baú da Felicidade Crediário. Fica na Bela Vista, em São Paulo – mas o conceito deve chegar, em breve, aos demais centros do País com grande potencial de consumo.
Com design moderno, a nova loja oferece soluções inteligentes de arquitetura de interiores e comunicação visual, com destaque para produtos eletrodomésticos, de som e imagem, além de produtos diferenciados que incorporam conceitos sociais e sustentáveis. Um exemplo é a linha de mobiliário iluminada com LEDs, desenvolvida em parceria com a designer e paisagista Mirella Cohen, que também introduziu ao projeto o uso de energia verde na iluminação.
Bom seria, no entanto, se o “Baú da Felicidade Verde” pudesse chegar à base da pirâmide, principal público-alvo dos negócios de Senor Abravanel…
Hambúrguer Sustentável
A alimentação oferecida pode não ser lá das mais saudáveis, mas a rede McDonald’s está incluindo em seu cardápio uma opção pela saúde do planeta: os caminhões que abastecem a cadeia de fast food testam biocombustível produzido a partir do óleo de cozinha recolhido dos próprios restaurantes.
É a primeira vez no Brasil que a produção desse combustível mais ecológico acontece em ciclo fechado. Seguindo o princípio da logística reversa, bombonas (galões) são encaixadas diretamente nas fritadeiras. Para evitar vazamento do óleo, elas possuem travas de segurança e design ergonômico, o que possibilita o empilhamento, facilitando o armazenamento e o transporte.
O óleo coletado é, então, levado à sede da Martin-Brower – empresa de Logística e Distribuição da rede – em Osasco (SP), onde é armazenado e, depois, enviado à usina SP BIO, responsável pelo processo de transformação em biodiesel. Para fechar o ciclo, o combustível abastece os caminhões, que fazem as entregas seguintes e já aproveitam para recolher mais óleo, realimentando a produção.
Até o momento, foram realizadas três baterias de testes e cinco caminhões da empresa já rodam pelo País com o biocombustível produzido a partir da coleta em 20 restaurantes. Quatro deles são abastecidos com o chamado B20, ou seja, utilizam uma proporção de 20% do óleo reciclado misturado ao diesel, e ou outro veículo utiliza o B100 – 100% óleo de cozinha reciclado.
As vantagens ambientais são consideráveis: a reciclagem para a produção do biodiesel reduz a emissão de gás carbônico, um dos responsáveis pelo efeito estufa, e de enxofre – gás tóxico prejudicial à saúde humana, presente em teor elevado na composição do óleo diesel. Além disso, a reciclagem do óleo usado evita a contaminação de nosso bem mais precioso – quando descartado indevidamente, cada litro de óleo de cozinha pode contaminar até 20 mil litros de água, segundo a Sabesp.
Sem falar no benefício econômico: anualmente, os restaurantes da rede McDonald’s consomem cerca de três milhões de litros de óleo de cozinha para a fritura de batatas e empanados. Se esse volume for destinado integralmente para a reciclagem em combustível, poderá abastecer com biodiesel B40 toda a frota de caminhões que atendem a rede no País.
Mais gente, menos prédios
Elas emergiram da recessão econômica. Agora garantem que vão cortar custos com pessoal, sem, no entanto, demitir pessoas – pelo contrário, contratando-as! Pelo menos é isso que aponta um relatório produzido na Europa pelas consultorias Regus Unwired Ventures. Para as empresas analisadas – dentre as quais estãoNokia, Accenture, BP, Barclays e BBC –, a meta é reduzir de 15 mil para 5,5 mil euros o custo médio por pessoa, por meio de inovação, mobilidade e adoção de novas formas de trabalho.
O objetivo, segundo o estudo, é “gastar significativamente menos em imóveis empresariais e crescer em número de funcionários, sem adquirir mais espaço físico, pretendendo oferecer avanços reais em sustentabilidade”.
O documento, batizado de Agility@Work, considerou 6 fatores para alcançar a redução de custo: imóveis, cultura, pessoal, tecnologia, transportes e sustentabilidade. E baseou-se e na perspectiva coletiva de diretores de organizações globais e também em estudos de casos produzidos pela Vodafone, Macquarie Bank eInterpolis, entre outros.
*Cláudia Piche é diretora de Conteúdos da Revista Ideia Socioambiental e da consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade
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