Abaixo a emissão de carbono

Abaixo a emissão de carbono

Um estudo realizado entre outubro e novembro de 2008 pela Robert Half, consultoria multinacional de recrutamento especializado, constatou que executivos e grandes empresas de todo o mundo estão preocupados com o aumento no preço dos combustíveis. O levantamento FD Survey ouviu mais de 3500 profissionais das áreas de finanças e contabilidade e revelou que, na média, 71% das empresas se preocupam com quanto gastam com a commoditie. O Brasil bate a média mundial de preocupação com o gasto e contabiliza 74% do índice.
O podium do ranking dos países mais preocupados com o preço dos combustíveis ficou com a China, com 83% do índice, ao lado da Irlanda; seguidos respectivamente pelo Reino Unido, com 81%; Espanha, com 79%; e Austrália, com 79%.
Independente da preocupação com o preço dos combustíveis, que se mostrou alta em quase todos os países respondentes, é necessário tomar ações efetivas um função da redução dos gastos e das emissões de gás carbônico gerado a partir do consumo de combustível. De acordo com a pesquisa, as medidas mais populares no Brasil para frear o consumo são o subsídio ao transporte público (38%), e a disponibilização de um carro da empresa (14%). Em alguns casos, empresas mais afastadas fretam um ônibus para transportar seus funcionários até um ponto mais centralizado e acessível da cidade.
Alternativas viáveis
Em se tratando de preocupação com as emissões carbônicas, há empresas que investem em formas alternativas de incentivar sua redução. Na Europa, por exemplo, embora o estímulo ainda seja relativamente pequeno, iniciativas como atribuir um bônus para quem economizar combustível já existem e ganham força com o passar dos anos.
No Brasil, um exemplo de sistema alternativo de corte às emissões é o Programa Carona, em vigor desde 2007 no Unibanco. O objetivo do programa é simples: contribuir para a redução da emissão de poluentes por veículos, reduzir a quantidade de carros circulando nas cidades e proporcionar economia aos colaboradores, que poderão ratear seus custos com o veículo.
O sistema está disponível na intranet da empresa, onde o interessado digita o CEP de sua residência e o de seu destino. É realizada uma listagem dos colaboradores do banco que moram próximos à região e estão dispostos a oferecer carona. É possível encontrar os contatos da pessoa, e até o itinerário que ela percorre para chegar em casa, a fim de facilitar a consulta dos interessados em tomar uma carona.
Outra alternativa para driblar a emissão de gás carbônico, o uso despreocupado de combustível e o caos da cidade, utilizando um sistema social de dar caronas é o Programa MelhorAr, elaborado pela Believe Comunicação Viva (agência especializada em soluções corporativas sustentáveis) em parceria com a Wise (empresa focada em tecnologia aplicada a sistemas de informação). O programa, tal qual a iniciativa em atividade no Unibanco, incentiva funcionários a compartilhar com seus colegas as viagens de carro até o trabalho a fim de tentar minimizar os impactos negativos do trânsito para o meio ambiente e para a economia.
O programa é aberto a qualquer empresa e possui um sistema de cadastro corporativo no qual os funcionários preenchem um formulário sobre o percurso que fazem todos os dias até o trabalho. O sistema gera uma rota pelo Google Maps e cruza dados para identificar os colegas que moram por perto.
Além de funcional e ambientalmente correto, o programa ainda conta que duas calculadoras de inteligência ambiental: a calculadora sustentável, que mede a redução dos níveis de emissão de CO2 da empresa com a adoção do programa, e outra econômica, que controla os gastos com combustível.
O programa foi uma das soluções selecionadas pela Mostra de Tecnologias Sustentáveis apresentados pela Conferência do Instituto Ethos em 2008.

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