Relatos de um país vermelho

Relatos de um país vermelho


“Intelectuais não costumam falar de si”, observa Edgard de Assis Carvalho na apresentação para a edição brasileira deDiário da China. Edgar Morin, o autor, porém, é uma exceção. O sociólogo e filósofo francês afirma que, enquanto muitos têm uma carreira, ele tem uma vida – indissociável de seu trabalho. Fruto desta convicção é o livro Diário da China, lançado no Brasil no ano passado. A obra é um relato da viagem de Morin ao gigante do oriente em 1992, a convite da Associação Chinesa para a Compreensão Internacional (CAFIU), e narra a situação e o cenário de um país pós-revolucionário.
O filósofo analisa, ao utilizar elementos do dia-a-dia observados na China, o que a revolução socialista significou para o país em termos econômicos, políticos, sociais, culturais e religiosos. O livro é repleto de detalhes sobre locais, pessoas e situações, como, por exemplo, aventuras gastronômicas. As minúcias descritas por Morin transportam o leitor para o cenário de um país que viria a transformar-se em protagonista do crescimento econômico mais polêmico e divulgado do final do século 20. Morin conta que sempre escreve um diário quando sente que vai viver uma experiência importante. Diário da China é uma prova disso.
Diário da China
Edgar Morin
Editora Sulina
90 páginas        R$ 26
www.editorasulina.com.br

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