Relatos de infâncias roubadas

Relatos de infâncias roubadas


Convidadas a fazerem diários, escritos ou gravados, seis meninas abriram suas vidas em relatos que confundem a inocência e as vontades da juventude com a maturidade forçada que foram obrigadas a encarar tão cedo por causa da vida de prostituição nas ruas. A autora Eliane Trindade, que reuniu os diários, participa nas narrativas por meio de pontuações e comentários, falando um pouco mais sobre a história das meninas e suas personalidades. A jornalista explora o crescimento das personagens por meio do registro, que as levou à reflexão sobre suas próprias experiências.
Em As meninas da esquina, Natasha, Britney, Milena, Yasmin, Vitória e Diana – nomes fictícios escolhidos pelas jovens – contam, por exemplo, como começaram a se prostituir, em relatos ora repletos de emoção, ora frios e distantes. De qualquer forma, assim como qualquer história humana, são narrativas de dor, sofrimento, medo, dificuldades e morte. Muitas vezes, crime, drogas e violência. Mas são, também, cheias de desejos, amor, risadas, sonhos e planos.
Natasha, por exemplo, foi mãe aos 15 anos e começou a se prostituir aos nove, impressionada com o dinheiro que as amigas ganhavam. Sua mãe, com quem se aproximou e chegou a sair junto para encontrar clientes nas avenidas, faleceu. As garotas, que contaram suas histórias de setembro de 2003 aoutubro de 2004, com idades entre 14 e 20 anos, estão hoje vinculadas a ONGs de assistência a crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual. O livro de Eliane Trindade é um exemplo de que é possível entender uma realidade tão distante sem precisar julgá-la.
As Meninas da Esquina
Eliane Trindade
Editora Record
420 páginas     R$ 44,90
www.record.com.br

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