Oásis de oportunidades

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Em apenas 20 anos, a necessidade de água será 40% maior do que hoje, nos países em desenvolvimento a demanda chegará a 50%. Esse é um dos alertas do relatório Charting our Water Future, da McKinsey.
O documento atenta ainda para o fato de que as restrições a um recurso valioso normalmente atraem investimentos e estimulam políticas para tornar a sua gestão e consumo mais eficientes. No entanto, isso não vem ocorrendo com os recursos hídricos, cujos custos da sua contaminação e desperdício não são devidamente contemplados no preço da maioria dos produtos e serviços. E se os dados referentes à gestão da água nos diferentes negócios estivessem ao alcance de investidores, consumidores, entre outros stakeholders? De que maneira essa informação impactaria seu comportamento e tomada de decisão?
É o que veremos agora a partir de uma nova era de transparência radical, na qual as organizações começam a ser pressionadas a compartilhar não só informações financeiras, mas também detalhes de seus processos produtivos e os conseqüentes impactos para os ecossistemas e à sociedade. Essa demanda vem dos mais variados públicos de interesse, inclusive de investidores. Depois de pressionarem as empresas a revelar suas emissões de carbono e estratégias para combater as mudanças climáticas, eles agora solicitam informações sobre o consumo e gestão de água por meio de iniciativas como a doCDP Water Disclosure.
Esse pedido de informação foi assinado por 137 instituições financeiras globais, entre elas Allianz Group, CalSTRS, HSBC, ING, Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG) e National Australia Bank, que juntas totalizam U$S 16 trilhões em ativos.
As mudanças climáticas impactarão a disponibilidade dos recursos hídricos, podendo vir a inviabilizar uma série de atividades econômicas. Portanto, é natural que os investidores queiram saber como as empresas estão lidando com essas questões, que passam a integrar a gestão de riscos dos mais variados tipos de negócios.
O próximo passo será, portanto, a comunicação das respectivas pegadas de carbono e de água de organizações, produtos, serviços e porque não de cidades e países. É importante que haja critérios e padrões na mensuração desses impactos para que seja possível a comparabilidade. Assim, questões como intensidade em carbono, consumo de energia e de água se transformarão em critérios determinantes para a tomada de decisão, seja por parte dos investidores e acionistas nas suas sofisticadas análises de mercado, ou mesmo por consumidores nos poucos minutos que dispõem diante das gôndolas de supermercados.
Leia mais sobre o CDP Water Disclosure em Água e Mudanças Climáticas
Confira também entrevista com Paul Dickson, executivo-chefe do CDP

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