Mulheres e a sustentabilidade

Mulheres e a sustentabilidade

Há 35 anos, a Worldwatch Institute discutiu pela primeira vez o papel da mulher no mundo dos negócios, em seu Women in Politics: A Global Review. De lá para cá, a presença feminina no universo corporativo tomou forma, pautada nas necessidades do mundo em cada época. Hoje, um dos principais temas de discussão e ativismo é a preservação do meio ambiente, e as mulheres não se furtaram a participar do movimento.
De carona com o Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente no dia 8 de março, o vice-presidente da Worldwatch, Robert Engelman, lançou seu mais novo livro, intitulado More: Population, Nature, and What Women Want, em evento organizado pela New York University Steinhardt School e Brighter Green, Half the Sky: Climate Change, Women, & Population, que também discutiu o tema.
O livro questiona se as mulheres do século XXI continuam querendo ter mais filhos, ou se buscam ter mais para os filhos, e como suas intenções são delineadas em um mundo de dominação masculina. As respostas encontradas não só surpreendem, como oferecem uma nova esperança para uma verdadeira e duradoura sustentabilidade global.
O autor pretende relevar novas iniciativas tomadas pela figura feminina e seu papel crítico com relação à economia, ao meio-ambiente e aos direitos humanos.
De acordo com o estudo Women and Climate Change: Vulnerabilities and Adaptive Capacities, a desigualdade entre os sexos e as alterações climáticas estão intimamente ligadas. O artigo sustenta o argumento de que ao agravar as desigualdades globais, as alterações climáticas atrasam o progresso na direção da igualdade entre os sexos e, portanto, adiam esforços para atingir objetivos mais amplos como a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável.
O levantamento revela ainda que o aumento do clima e o desencadeamento de doenças pode ter, por exemplo, impactos bastante distintos entre mulheres e homens. Para isso, as lideranças femininas ganham lugar de destaque na corrida pelas ações sustentáveis.
Apesar dos muitos desafios que enfrentam, as mulheres já desempenham um papel importante no desenvolvimento de estratégias para lidar com as alterações climáticas. Iniciativas pela preservação das florestas e na diminuição das emissões carbono são feitas por meio do reflorestamento e arborização. Por exemplo, desde 2001, as mulheres em Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Honduras, e México têm plantado mais de 400.000 árvores Maya Porca, como parte do Maia Nuts Project, apoiado pela Equilibrium Fund, que também ajudou a gerar suprimentos para as comunidades.

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