Hora de inovar

Hora de inovar

O tema inovação para a sustentabilidade tem sido debatido exaustivamente mundo afora. E talvez a relevância que terá nos próximos anos justifique todo esse interesse pelo assunto. Diante de uma sociedade na qual a reinvenção de modelos de negócios se mostra fundamental para a sobrevivência do planeta, buscar processos mais responsáveis passa necessariamente pela inovação. Seguindo essa tendência no debate sobre sustentabilidade, a edição do Sustentável 2009 trouxe duas plenárias que trataram sobre o tema. Entre relatos de empresas que têm apostado na inovação para evoluir e caminhar ao lado dos interesses da sociedade em geral, especialistas destacaram um pouco do histórico e das expectativas para o tema nos próximos anos.
Representantes de organizações que ajudaram a construir o movimento de responsabilidade social corporativa, Mark Lee, CEO da SustainAbility, e Diane Osgood, Vice-presidente Business for Social Responsability – BSR, analisaram os principais avanços relacionados a evolução desse conceito. Confira os destaques da exposição dos especialistas a seguir.
Mark Lee, CEO da SustainAbility apresentou um breve histórico do conceito de responsabilidade social e sustentabilidade ao longo das décadas. Destacou quatro ondas decisivas:
1ª onda: De 1906 a 1973. O conceito não tinha as mesmas dimensões de hoje, mas já havia o ativismo. O governo era o principal ator.
2ª onda: De 1980 a 1991. Consumidores conscientes e mais exigentes em relação às companhias ganham força mundo afora.
3ª onda: De 1990 a 2001. Globalização. Governos e empresas se envolvem com questões socioambientais. Ocorrem debates e protestos sobre uma economia global integrada.
4ª onda: De 2008 até agora. Mudanças no mercado global, crise financeira e a Conferência de Copenhague são os temas da vez. A inovação tende a desempenhar um papel fundamental nos próximos anos.
Já tratando especificamente sobre o tema em debate, Lee destaca três tipos fundamentais de inovação. Em produtos, ressalta, como exemplo, a evolução dos carros, que se tornaram mais eficientes. Além disso, os processos e modelos de negócios precisam estar de acordo com esse movimento. Mark salienta a necessidade de reinvenção por parte das companhias nessas três áreas para sua sobrevivência, porém, ressalta que toda mudança sempre traz um risco associado – nesse caso, um risco mais do que necessário de se correr. Em relação às oportunidades, a inovação pode gerar economia e viabilizar novos negócios.
Diane Osgood, Vice-presidente Business for Social Responsability – BSR, falou sobre inovação e mudanças de modelos mundo afora, destacando as principais áreas em ascensão:
1º Mercados de carbono e serviços em ecossistemas. Diane avalia um grande mercado para a área, que por enquanto ainda está incipiente.
2º Imaterialização. Exemplos como o da indústria musical, que registrou uma queda abrupta na venda de CDs, indicam uma possível mudança para uma economia imaterial, que tem no mundo virtual sua base. Novos modelos de consumo tendem a nascer e evoluir.
3º Bens e serviços. Produtos existentes deverão ser reformulados e novas opções verdes para consumidores devem ser criadas. A criatividade na distribuição também será essencial na hora de reduzir custos e impactos ao meio ambiente.
4º Aumento de consumo deixa de ser meta para empresas: A vice-presidente do Business for Social Responsability propõe que é essencial rever o modelo de negócios baseado no aumento constante do consumo – um dos maiores desafios para as corporações. A forma de tratar o mercado consumidor também deverá ser reavaliada.
5º. Limitar consumo excessivo. Desenvolver modos para propagar ações de reciclagem, reutilização e estímulo à consciência dos consumidores serão propostas importantes para os próximos anos.
Segundo Diane, os negócios nunca tiveram tão pouca confiança por parte da sociedade. Mas a chave para o sucesso nas próximas décadas pode estar na criatividade e na inovação.

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