RELATÓRIOS – Souza Cruz realiza inventário de emissões e de estoque de carbono

RELATÓRIOS – Souza Cruz realiza inventário de emissões e de estoque de carbono

A Souza Cruz é a primeira empresa do setor de fumo  brasileiro a realizar um inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE’s).  Os resultados foram animadores: a empresa, líder no mercado nacional de cigarro, possui em seus plantios e reservas florestais, mais carbono estocado do que emite em seu processo produtivo. O relatório foi elaborado pela KEYASSOCIADOS, que utiliza critérios e padrões seguidos por órgãos internacionais como o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU. O inventário acaba de ser assegurado pela PricewaterhouseCoopers.
“O grande ativo deste inventário é que ele vai nos permitir identificar as oportunidades mais eficazes de redução das emissões e o aumento da eficiência energética nos nossos processos, uso de insumos, melhoria na cadeia produtiva, assim como no gerenciamento dos nossos bens”, avalia Jorge Augusto, gerente de Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional  da Souza Cruz.
“O que mais chama a atenção é que, quando considerarmos todas as emissões associadas à cadeia produtiva da Souza Cruz, observa-se que 91% das mesmas são oriundas de fontes neutras”, afirma Jeanicolau Lacerda, gerente da KEYASSOCIADOS e especialista na área florestal da unidade de carbono, referindo-se ao fato de que a maior parte da energia usada pela empresa é obtida a partir de fontes renováveis. Trata-se de lenha de origem legal, obtida em florestas próprias plantadas para esse fim, que é usada para secagem do fumo e em processos industriais.
No cálculo de emissões, foram consideradas as emissões de todas as operações da Souza Cruz no Brasil (exceto no Nordeste) começando pela atividade agrícola, desde a produção e plantio das mudas, passando por atividades florestais (plantio de eucaliptos), industriais, de logística, envolvendo todas as etapas de transporte do fumo, além dos processos administrativos e destinação de resíduos sólidos. As emissões de GEE, calculadas para o período de 2008, foram classificadas em três âmbitos: as emissões diretas das atividades da Souza Cruz (associadas às operações controladas pela empresa), as emissões oriundas da geração de energia elétrica (nas geradoras de energia) e por fim aquelas provenientes das atividades não controladas pela Souza Cruz, como a produção e o transporte de fumo, transporte de produto acabado, transporte de matéria-prima, viagens aéreas e comerciais e as atividades dos produtores fornecedores de fumo para a Souza Cruz.
As emissões dos três âmbitos de inventário (oriundas de fontes não renováveis) totalizaram 153.459,00 tCO2e, sendo as emissões diretas de 34.233,32 tCO2e (22% do total); emissões oriundas da geraçã o de energia elétrica de 7.255,02 tCO2e (5% do total); e 111.970,66 tCO2e (73% do total) das atividades que existem por causa da empresa, mas ocorrem em fontes que não pertencem ou não são controladas pela Souza Cruz.
A Souza Cruz possui maior estoque do que emissões de CO2e graças ao carbono fixado nas florestas da Souza Cruz localizadas em Buriti da Prata (MG), Triângulo (SC), Boa Vista (RS) e Brusque (SC) – onde há florestas plantadas (eucalipto) e florestas nativas – ; nos parques ambientais de Cachoeirinha (RS), de Uberlândia (MG), de Santa Cruz do Sul (RS) e de Blumenau (SC). Juntos, eles contabilizam um estoque de carbono de 1.581.315 (veja abaixo).
Estoque de carbono nas propriedades da Souza Cruz
(tCO2e)
Eucalipto das fazendas
588.803
Boa Vista
149.806
Triângulo
167.871
Buriti
221.927
Brusque
49.198
Nativas das fazendas
901.457
Boa Vista
303.996
Triângulo
247.178
Buriti
337.653
Brusque
12.630
Parques ambientais
91.054
Eucalipto
3.409
Nativas
87.645
Total da Souza Cruz
1.581.314
A metodologia do IPCC não permite esta inferência, que a empresa é credora, o que se pode fazer é mostrar as emissões e o estoque associado a cadeia produtiva. Ou seja, dizer que as emissões da empresa no ano de 2008 foram equivalentes a 9,7% (153.459/1.581.314) do estoque de carbono nos plantios florestais e florestas nativas no mesmo ano.
“Este relatório demonstra que a Souza Cruz tem uma gestão eficaz dos aspectos relacionados a mudanças climáticas, ou seja, que as suas emissões no ano de 2008 foram equivalentes a apenas 9,7%(153.459/1.581.314) do estoque de carbono nos plantios florestais e florestas nativas no mesmo ano, e que este aspecto garante a sustentabilidade das suas operações em termos energéticos”, avalia Jorge Augusto.
Souza Cruz responde

Quando a Souza Cruz realizou seu inventário de emissões pela primeira vez? Como têm evoluído esses resultados ao longo dos anos?
O nosso primeiro inventário de emissões de CO2e. foi feito em 2000, de forma parcial, ou seja considerando apenas as emissões relacionadas diretamente às nossas atividades. Ao longo dos anos fomos aprimorando a forma de inventariar até que, em 2006, decidimos fazer o primeiro e mais completo inventário (incluindo o nosso fornecedor principal – produtor de fumo). Nos anos de 2006 e 2007 aprimoramos e desenvolvemos a metodologia para, em 2008, fazer o primeiro inventário completo, que foi assegurado pela PriceWaterCoopers e publicado em nosso site. A metodologia (fatores de conversão e critérios) mudou muito ao longo dos anos, o que dificulta estabelecer o progresso durante o período. Mas de qualquer forma, podemos afirmar que houve uma evolução signi ficativa em termos relativos, ou seja, de 2000 até 2007, as emissões relativas reduziram de cerca de 0,82 ton. CO2 e. / milhão de cigarros produzidos para cerca de 0,17 ton. CO2 e. / milhão de cigarros produzidos.

Tem conseguido aumentar a sua produção e reduzir suas emissões de carbono?
A produção não tem aumentado. No entanto, conforme pode ser visto nos dados citados estamos reduzindo as nossas emissões relativas.
Como? Citar números.
54 % de toda energia direta consumida pela Souza Cruz é gerada hoje com o uso de lenha das nossas florestas energéticas. Cerca de 75% do total da energia consumida (direta + indireta) também é renovável se somarmos a energia elétrica fornecida pelas concessionárias locais e mais o uso de álcool em nossa frota de vendas (a frota esta sendo totalmente substituída para veículos flex).
Quais as principais medidas da empresa para mitigação e adaptação às mudanças climáticas?
Já citamos as principais medidas no item anterior, mas continuamos buscando novas opções de forma a reduzir ao mínimo possível as nossas emissões. De qualquer forma, é importante ressaltar que as emissões contabilizadas estão sendo compensadas, ou seja, que o nosso saldo de carbono é credor, pois as florestas energéticas plantadas (são 3), as áreas de florestas protegidas e adensadas em nossos parques ambientais (são 4) possuem capacidade de capturar carbono e reter o mesmo.
A empresa identifica novas oportunidades de negócio na perspectiva de uma economia de baixo carbono? Quais?
Em princípio não, mas cremos que no futuro será possível obter algum benefício em função das áreas de florestas que preservamos e adensamos.
Que tendências vislumbra em termos de regulação no campo das mudanças climáticas? Procura se antecipar a esse cenário? Como?
A regulação deverá caminhar na direção de sobretaxar as emissões de forma a incentivar a adoção de alternativas mais limpas. Já nos antecipamos e cremos até que já estamos desfrutando dos benefícios por possuir hoje uma matriz energética limpa, de baixo carbono e totalmente sustentável.

Inscreva-se em nossa newsletter e
receba tudo em primeira mão

Conteúdos relacionados

Entre em contato
1
Posso ajudar?