
Em São Paulo, foram selecionados quatro projetos, que beneficiarão cinco propriedades. Dois deles viabilizarão a criação de uma reserva particular e outros dois terão foco na elaboração de planos de manejo, que permitirão a gestão adequada de três reservas já existentes e definirão a forma como que elas serão utilizadas. Os projetos, somados, protegerão 364 hectares da Mata Atlântica.
Para os irmãos David e Daniel Timóteo Leite, proprietários da futura RPPN Cachoeira do Bugre, em São Pedro de Toledo (SP), sem o apoio do programa não seria possível completar a criação da reserva. “É muito importante para que possamos levar adiante um projeto desta magnitude. Com certeza, não teríamos condições de realizar plenamente somente com os nossos recursos. Pretendemos utilizar a reserva para promover o interesse pela preservação da biodiversidade e das riquezas naturais, que nessa região são muito abundantes. Neste espaço existem várias nascentes que, se não forem cuidadas, poderão desaparecer”, afirma David.
Mata Atlântica protegida
O XI Edital do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica conta com recursos do Bradesco Capitalização, Bradesco Cartões e com a parceria da The Nature Conservancy (TNC). Além de São Paulo, outros sete estados (BA, ES, MG, PR, RS, SC e SE) terão projetos beneficiados pelo edital, num total de R$ 400 mil destinados a 34 propriedades.
Dos projetos selecionados, nove receberão recursos para a criação de 12 novas RPPNs, totalizando 1.080,13 hectares. Outras 20 RPPNs, que somam um total de 2.645,42 hectares serão beneficiadas para a elaboração de planos de manejo. Além disso, duas RPPNs, que juntas chegam a 135 hectares, receberão recursos para projetos de georreferenciamento, que servem para a adequação do processo de reconhecimento da reserva à legislação atual (Decreto 5.746/2006). Ao todo, as reservas abrangem mais de 3.860 hectares do bioma.
Para Mariana Machado, coordenadora do Programa, o resultado do edital foi bastante positivo, pois proporcionará a conservação em diferentes áreas relevantes para a biodiversidade da Mata Atlântica. “Muitos proprietários têm a iniciativa de conservar áreas de mata nativa, porém ainda são poucos os incentivos e apoios voltados à implantação de reservas privadas. Dessa forma, o Programa tem papel fundamental no fortalecimento das RPPNs na Mata Atlântica”, destaca.








