
“Normalmente leva-se de 18 a 20 meses para se concluir o registro de uma nova usina eólica na ONU. Com o projeto, a expectativa é que este tempo seja reduzido para algo em torno de quatro a seis meses”, afirma Luiz Serrano, consultor da WayCarbon. Serrano aponta que este modelo de simplificação burocrática não é novidade no mundo. “Porém, no Brasil o atalho ainda não foi utilizado”, afirma.
O MDL Programático é um projeto guarda-chuva que possibilita, além da geração de créditos de carbono para o projeto que serviu de base para sua composição – no caso, um parque eólico de 20 MW em construção no Maranhão com capacidade de geração de 158.858 MWh em um ano e redução de 38.983,75 t CO2e –, a inclusão no futuro, de modo simplificado, de outras unidades semelhantes de geração de créditos.
A meta é que os parques eólicos vendidos no leilão, realizado em dezembro de 2011, sejam enquadrados dentro desta premissa, explica o consultor da WayCarbon. Na ocasião foram vendidos 521,6 MW médios e a expectativa é que sejam gerados aproximadamente 4.569.216 MWh em um ano, que poderá gerar uma redução de 1.047.665,61 tCO2e de emissões.







