IBM e o conceito de Planeta Inteligente

IBM e o conceito de Planeta Inteligente

1 – A empresa possui tecnologias sustentáveis? Quais?
Além de ser a líder mundial em informática corporativa há décadas, a IBM completou 17 anos liderando o ranking mundial, com 4.914 patentes só em 2009, mesmo considerando companhias de outros segmentos de mercado fora de tecnologia, em todos os países. Só para se ter uma idéia, a empresa chinesa que é líder do ranking PCT, da organização global Wipo, teve 1.737 patentes (fontes http://www.ibm.com e www.wipo.int). As patentes da IBM vão desde a física e a química básicas às ciências de materiais, passando por métodos de fabricação de chips e equipamentos, tecnologias de software, segurança e gestão de TI.
Apesar de sua força tecnológica e financeira, há muitos anos a IBM já vem se preocupando com sustentabilidade. Por exemplo, em 1971, décadas antes de sustentabilidade estar na moda e na cabeça das pessoas, a IBM mencionou em seu relatório anual aos acionistas ter obtido ganhos ambientais e humanos no manejo de produtos químicos em suas fábricas. A partir daí, divulgando tais atividades, a IBM criou sua política ambiental, que inspirou outras empresas –www.ibm.com/ibm/environment.
Em sua contínua busca por qualidade, governança, eficiências operacionais para si mesma e para seus Clientes, a IBM evoluiu até chegar à atual visão que chamamos de “Planeta Inteligente”, ou Smarter Planet. Nesta perspectiva a IBM vê um mundo com níveis crescentes de interconectividade, inteligência espalhada por milhões de dispositivos variados, de sensores a celulares, de PCs a redes complexas. Com tal infraestrutura é possível imaginar-se um mundo mais eficiente e mais democrático. O uso ético, apropriado e inteligente das infraestruturas é uma função das pessoas e poderes públicos que vão liderar este processo de modernização, já que a tecnologia em si não é boa nem má, mas neutra. Juntamente com a ética (aspecto socioambiental), caminham em paralelo duas outras dimensões: a logístico-operacional e econômico-financeira. Não há sustentabilidade que se mantenha sem um dos três pilares. Só com uma boa lógica técnica e financeira torna-se possível equilibrar ganhos socioambientais ao longo de um período.
Entre outras atividades de transparência e respeito ao meio ambiente, a IBM desenvolveu novos materiais, chips e computadores inovadores como o PC, e mais eficientes como as famílias X, Storage, Power e Mainframe, campeãs de eficiência energética e graus de utilização. Além disso programas de software cada vez mais poderosos e inteligentes estão por trás das famílias transacionais WebSphere, dos bancos de dados DB2 e plataformas de colaboração Lotus e desenvolvimento Rational. Ademais temos Tivoli, a melhor suíte de SW para se desenvolver, medir, gerenciar e automatizar processos, tanto para uso interno quanto para nossos Clientes. Nada disso andaria bem sem uma equipe de Serviços competente e capacitada nas metodologias de Consultoria, Gestão de Projetos, Execução Técnica e Manutenção, desenvolvidas pelos times de Serviços IBM. Sejam serviços técnicos especializados, feitos caso a caso, uma solução de tecnologia ou mesmo um grande projeto de Outsourcing, há padrões e certificações de melhores práticas para cada etapa.
Pode parecer óbvio hoje mas há muitos anos uma grande quantidade das atividades IBM é certificada, o que facilita a viabilidade técnica, econômica e socioambiental.
Como os padrões de certificação são sempre feitos nas cadeias logísticas, quando certificamos um processo (um sistema de segurança p.ex.) ou profissional (um gerente de projetos, p.ex.) a certificação acaba abrangendo e beneficiando os clientes que adquirem tal processo.
2 – Quais os benefícios econômicos, ambientais e sociais alcançados com a implementação dessas soluções internamente?
No dia a dia há programas de teletrabalho, onde muitos de nossos funcionários utilizam portais, plataformas de colaboração e workflows, VoIP e videoconferência, todos acessíveis a distância. Tais práticas permitem que os colaboradores IBM trabalhem a partir de suas casas ou de seus clientes, minimizando deslocamentos de carro ou avião, o que contribui para maior sustentabilidade. Há programas de conscientização de funcionários, para a redução e reutilização de recursos, e monitora-se o uso de energia e materiais de consumo, como papéis e água, por exemplo. Reciclamos nossos equipamentos a ponto de que 2/3 dos plásticos de um servidor IBM novo provêm de reciclagem. Metais têm um grau de reciclagem muito maior, e até mesmo os velhos terminais e monitores de vidro são moídos e descontaminados, a ponto de se transformarem em bolas de gude para crianças.
Em termos globais, entre 1990 e 2007 a IBM reduziu sua parcela de uso de energia em 42%, consequentemente reduzindo o impacto em aquecimento global. Depois disso lançou o projeto Big Green, que está em curso para reduzir mais 12% até 2011. Para atingir tal objetivo estamos melhorando a eficiência energética de nossos Data Centers, utilizando tecnologias de instalações físicas, Virtualização, Automação e Cloud Computing. Um dos locais onde se está concentrando globalmente o processamento de dados da IBM é em Hortolândia, SP, que é um site certificado ISO 14001.
3 – Quais as apostas da empresa para o mercado de tecnologias sustentáveis no Brasil?
A IBM está no Brasil desde 1917, no tempo das máquinas mecânicas com cartões perfurados. Hoje a companhia tem mais de 19 mil funcionários, que viabilizam milhares de produtos e serviços. Cada vez mais surgem empresas e clientes interessados em obter ganhos em uma ou mais daquelas áreas, ou pilares, que levam à Sustentabilidade. Por nossa própria experiência aprendemos que não vale a pena discutir se a melhor porta de entrada é econômica, ou operacional, ou socioambiental. O mais importante é saber que uma vez entrando por qualquer uma dessas portas, o bom caminho e as melhores práticas sempre levarão ao coração da Sustentabilidade, que é holístico. Ou seja, só se atinge objetivos econômicos se conseguirmos progredir nos lados operacional e socioambiental – e vice-versa.
Depois que o gestor de TI entende essa lógica holística, fica fácil evoluir no conceito de sustentabilidade, e há cada vez mais gente enxergando isto. Como sempre a economia de escala ajuda: quanto mais melhoramos e certificamos os processos sustentáveis, mais baratos eles se tornam. Depois de cruzada a ponte para níveis mais sustentáveis não há retorno. Trata-se de um ciclo virtuoso porque nenhum cliente, fornecedor, consumidor, autoridade governamental ou acionista aceita retroceder para processos mais sujos ou primitivos.
O verde não é mais uma moda, mas critério de sucesso e sobrevivência. Este detalhe faz toda a diferença e pode ser um fator crítico, no caso de empresas e gestores mais resistentes à inovação.
4 – A empresa compartilha essas soluções com seus stakeholders (clientes, fornecedores e sociedade civil de maneira geral)? Cite exemplos
Sim, temos globalmente o relatório aos acionistas, o relatório anual de responsabilidade social corporativa e no Brasil o relatório de Cidadania Corporativa.
Várias informações estão disponíveis no site www.ibm.com/ibm/responsibilitywww.ibm.com/ibm/environment.
5 – A empresa trabalha com open innovation para desenvolvimento de soluções que visem a sustentabilidade? Cite exemplos?
Vários processos de inovação da IBM são abertos a parceiros de negócios, clientes e fornecedores, e também há os eventos virtuais que chamamos de “Innovation Jams”,
realizados com a comunidade, usando ferramentas de redes sociais e plataformas de colaboração Lotus/IBM.
Criamos um programa interessante, numa fundação separada da IBM, e sem fins lucrativos, o World Community Grid (www.worldcommunitygrid.org), no qual mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo compartilham a capacidade ociosa de seus PCs e servidores, a título voluntário e não-lucrativo, para servirem como uma infraestrutura de desenvolvimento de pesquisas humanitárias, de saúde, meio ambiente, fenômenos naturais e combate à escassez de alimentos e água. A aceleração de projetos é tal que em 2 anos houve progressos de pesquisas que levariam 200 anos, se continuassem normalmente  os seus institutos de origem. Um desses institutos é a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, que tem usado o WCG para a pesquisa comparativa de genomas, com grande aceleração em suas linhas de pesquisas.
Outra área interessante, onde a IBM tem várias iniciativas é o voluntariado:
– No Brasil temos o programa Voluntários IBM – www.voluntariosibm.org, no qual quanto mais o funcionário trabalha e se dedica, mais a IBM dá benefícios à instituição escolhida por ele, seja em dinheiro ou equipamentos. Desde 2004 o projeto já beneficiou mais de 330 instituições, com cerca de 100 mil horas de trabalho voluntário. Temos mais de 2.800 colaboradores brasileiros cadastrados nesse programa.
– Internacionalmente temos o Corporate Service Corps onde funcionários do mundo todo se cadastram para irem servir uma temporada de cerca de 3 meses como voluntários em projetos junto a ONGs em países em desenvolvimento. Desde 2008 seis brasileiros foram servir em Vietnã, Filipinas, Gana, Tanzânia e Romenia. Em contrapartida 60 voluntários estrangeiros vieram servir em ONGs no Brasil.
Atuamos também em várias áreas de apoio à Comunidade: com jovens mulheres, como no programa Exite, em comunidades de diversidade como p.ex. de afrodescendentes, indígenas e GLBT, no projeto PlurAll oferecendo thin clients (virtualização) para PCs antigos e obsoletos, como ferramenta de inclusão social, equipando empreendedores em pequenas empresas (SME Toolkit), divulgando software de leitura em 12 cidades e 20 instituições no Brasil –www.readingcompanion.org, e oferecendo uma plataforma open source para artes gráficas e animação – www.muan.org.br.
Acreditamos que o equilíbrio na diversidade, o desenvolvimento de competências e níveis superiores de qualificação, são chaves para a construção de uma empresa melhor e de um mundo melhor. Esta preocupação se estende à ética nos negócios, em todas as suas formas. Fornecedores e clientes da IBM, assim como agências reguladoras, governos e organismos internacionais, são parte de uma cadeia logística na qual a IBM busca continuamente a ética e a responsabilidade em todos os seus relacionamentos. Fazemos questão de mostrar exemplo na condução clara e íntegra de nossos negócios, assim zelar pelas melhores práticas de gestão, inclusive na dimensão humana. Além da ampla oferta de programas de diversidade dentro da companhia, temos em curso o programa de diversidade de fornecedores desde 2002, já contando com mais de 160 empresas participantes. Fazemos questão de manter práticas inclusivas, éticas e equitativas, seja com funcionários, clientes ou fornecedores, sejam mulheres ou homens, de qualquer idade ou credo, pessoas com necessidades especiais, GLBT, afrodescendentes, indígenas, e assim por diante.
6 – Qual a ordem de investimentos destinados ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis?
Apesar de não divulgarmos números localmente no Brasil, podemos comentar que o caso do projeto Big Green, citado acima, possui orçamento de 1 bilhão de dólares, mundialmente, e emprega cerca de 1000 especialistas em sua gestão. Os objetivos do Big Green incluem dobrarmos nossa capacidade de processamento sem aumentarmos nenhum KWh de energia, e nem um m2 de área ocupada. A maior parte desses ganhos é pela redução de ociosidades e ineficiências. Processos dessa natureza estão na raiz da sustentabilidade. Se podemos fazer melhor e consumindo menos recursos, porque não iríamos fazê-lo?

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