Estratégia de investimentos das empresas alemãs no Brasil mira mercados verdes

Estratégia de investimentos das empresas alemãs no Brasil mira mercados verdes

Depois de auxiliar no desenvolvimento de setores importantes da indústria brasileira como o automotivo, químico, telecomunicações, a nova onda de investimentos das empresas alemãs no Brasil terão como foco as tecnologias sustentáveis. Esse é recado que gigantes como BASF, Bosch, Siemens, Allianz Seguros e ThyssenKrupp pretendem dar ao mercado com a Ecogerma, feira de negócios, produtos e tecnologias sustentáveis que será realizada entre 12 e 15 de março de 2009.
A iniciativa, que está sendo desenvolvida pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, também contará com o apoio dos governos brasileiro e alemão.”Inicia-se uma nova fase de relacionamento bilateral entre Alemanha e Brasil para desenvolvimento de tecnologias e oportunidades de negócios na área de sustentabilidade”, afima Rolf-Dieter Acker, presidente da Câmara Brasil-Alemanha.
Transporte, construções sustentáveis, biocombustíveis, energia eólica e solar, saneamento são algumas das áreas definidas como estratégicas para desenvolvimento de negócios por meio da Ecogerma. O potencial desses mercados será tema de estudo da Câmara Brasil Alemanha e Consultoria Roland Berger a ser realizado entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009.
“O objetivo do estudo é, em primeiro lugar, identificar as áreas em que o Brasil detém a liderança em termos de tecnologias sustentáveis, procurando expandir esses mercados pelo mundo. Por outro lado, pretendemos conhecer as necessidades de investimentos para desenvolver novas oportunidades de negócios nessa área”, afirma Thomas Kunze, da Roland Berger.
Para Hermann Wever, presidente do Conselho Consultivo da Siemens, o momento para realização da Ecogerm não poderia ser mais oportuno. Ainda segundo ele, a crise reforça a necessidade de desenvolver novos modelos de negócio. “A feira vai acontecer justamente no período em que estaremos procurando caminhos para sair de uma das maiores crises já vivenciadas”, afirma.
Acker endossa a opinião de Wever. “Em tempos de crise, um bom gestor tem duas alternativas: usar os recursos de forma mais eficiente e ampliar os negócios para novos mercados. E o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis envolve essas duas estratégias”, ressalta.
Apesar do cenário recessivo mundial, a expectativa é que a feira movimente cerca de R$ 30 milhões em novos negócios.

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