Encontro internacional debate desperdício de alimentos em 16/out

Encontro internacional debate desperdício de alimentos em 16/out

Os números de estudos divulgados neste mês pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram a dimensão do problema; 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente no mundo.

Enquanto isso, 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias. Já no Brasil, quarto produtor mundial de alimentos, 26,3 milhões de toneladas vão para o lixo anualmente, o que daria para alimentar no período 19 milhões de brasileiros com as três refeições básicas. O país produz hoje 25,7% a mais do que é necessário para alimentar sua população, e é buscando discutir e encontrar soluções para minimizar esse desperdício – presente desde o início da produção de alimentos até no preparo doméstico das refeições – que o Instituto Walmart, em parceria com o Serviço Social do Comércio/Mesa Brasil Sesc, promovem em Salvador o Seminário Internacional de Segurança Alimentar: Sustentabilidade e Combate à Fome. O evento acontece no próximo dia 16/10, que não por acaso é quando se celebra o Dia Mundial da Alimentação.

Entre os convidados para o evento, representantes de governos, empresas e organizações sociais, debaterão temas como sistemas alimentares saudáveis, o cenário mundial de banco de alimentos e políticas públicas de combate à fome.

Estão confirmados nomes como Jeffrey Klein, presidente do Global FoodBanking Network, Kathleen Sousa Oliveira, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Caio Magri, do Instituto Ethos e Alcione de Albanesi, da organização Amigos do Bem.

O seminário além de promover a causa da segurança alimentar, reafirma a importante parceria entre o Instituto Walmart e a Rede de Bancos de Alimentos Mesa Brasil Sesc. A iniciativa, existente desde 2003, promove a distribuição de alimentos à organizações sociais que atuam com populações em situação de pobreza. Somente em 2013, esta parceria beneficiou mais de 1.600 entidades, atingindo cerca de 400.000 pessoas.

Programação:

Sobre o Instituto Walmart

O Instituto Walmart atua na orientação estratégica e na gestão do Investimento Social Privado do Walmart Brasil, apoiando técnica e financeiramente projetos nas causas Geração de Renda, Desenvolvimento Local e Juventude e Trabalho, além de contribuir com outras ações sociais, realizadas em parceria com as mais de 500 lojas do Walmart Brasil.

Sobre o Serviço Social do Comércio (SESC)

O Serviço Social do Comércio – Sesc é uma entidade privada mantida pelos empresários do comércio de bens, serviços e turismo, que tem como objetivo proporcionar o bem-estar e a qualidade de vida do comerciário, sua família e da sociedade. Entre suas muitas ações nas áreas de educação, saúde, cultura e lazer, desenvolve o Mesa Brasil Sesc, uma Rede de Bancos de Alimentos, que há dez anos atua em todo o país no combate a fome e ao desperdício de alimentos, por meio da distribuição de alimentos excedentes ou fora dos padrões de comercialização, mas ainda em condições de consumo para entidades sociais e organizações comunitárias.

Mais informações:

(11) 2103-5536 | [email protected]

Outras iniciativas

Evitar o desperdício de alimentos contribui com a conservação da natureza

No Dia da Alimentação (16 de outubro), uma prática comum em todo o mundo ganha evidência: o desperdício anual de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos contribui para o desmatamento de áreas naturais

O desperdício de alimentos em todo o mundo tem impacto direto na perda da biodiversidade do planeta. Esse dado serve de alerta no Dia Mundial da Alimentação, comemorado em 16 de outubro.

Estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revelam que, anualmente, os alimentos produzidos e não consumidos provocam a perda de 250 km³ de água (superficiais e subterrâneas), recurso não-renovável do qual a biodiversidade depende intrinsecamente.

Esse valor é equivalente ao volume anual de água do Rio Volga – o maior da Europa e que possui extensão semelhante à do segundo maior rio brasileiro, o Paraná, que se estende por mais de 3.500 km, do Brasil à Argentina.

Além do imenso desperdício de água, anualmente a produção dos alimentos jogados fora ocupa quase 1,4 bilhão de hectares de terra, o equivalente a 28% das terras agricultáveis de todo o mundo, causando a emissão de aproximadamente 3,3 bilhões de toneladas de carbono, segundo dados do relatório “Os Rastros do Desperdício de Alimentos: Impactos sobre os Recursos Naturais”, divulgado pela FAO em 2013.

No Brasil, a expansão da fronteira agrícola tem impacto direto na perda da biodiversidade. Dados do governo federal indicam que o país tem índices de desmatamento que chegam a 21 mil km2 ao ano, boa parte dele causado pela transformação de áreas naturais em pastagens e grandes plantações.

O texto explica ainda que, a cada ano 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados, a um custo econômico aproximado de cerca de US$ 750 bilhões. Por desperdício, o relatório considera perdas na fase inicial da produção, manipulação, pós-colheita e armazenagem (responsáveis por 54% do lixo gerado), bem como aquelas que ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo.

No Brasil, um dos cinco maiores produtores de alimentos no mundo, estima-se que 20% das perdas aconteçam no processamento culinário e em virtude dos hábitos alimentares, conforme dados revelados pela ONG Banco de Alimentos.

Alternativas para evitar o desperdício

O relatório aponta algumas dicas para que sejam realizadas mudanças simples pelos consumidores finais e que podem reduzir o desperdício, como planejar as refeições em casa para não comprar mais do que é necessário, utilizar os alimentos mais antigos antes, congelar aqueles que não serão consumidos em breve, além de pedir o que sobrar de suas refeições nos restaurantes para poder consumi-las posteriormente.

No Brasil, existe um movimento que incentiva a utilização integral dos alimentos para evitar o desperdício. É o Gastronomia Responsável, criado em 2010 pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, na capital paranaense, e cujos restaurantes participantes comercializam os chamados ‘pratos responsáveis’.

As receitas que fazem parte do movimento possuem impacto reduzido para o meio ambiente e seguem os quatro princípios do movimento: usar integralmente os alimentos, utilizar alimentos orgânicos, priorizar fornecedores locais para reduzir a emissão de CO2 e não utilizar espécies ameaçadas de extinção.

Além de ir a um dos 50 restaurantes participantes – distribuídos em oitos estados do Brasil – e optar pelos ‘pratos responsáveis’, o público também pode participar do movimento criando suas próprias receitas e compartilhando-as no site www.gastronomiaresponsavel.com.br. O chef curitibano Celso Freire, curador do movimento, lembra que o site reúne dicas responsáveis para aproveitamento dos alimentos.

“As cascas dos alimentos, por exemplo, podem ser utilizadas em outros pratos, como farofas e doces, como é o caso da casca de banana. Por outro lado, as folhas de legumes, como da beterraba, podem ser utilizadas para incrementar saladas”, indica o chef.

Para a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, esse pensamento é uma tendência mundial. “Estão surgindo diversas iniciativas estimulando as pessoas a refletirem sobre a forma com que se alimentam. Nesse contexto, o Gastronomia Responsável representa uma opção para os milhares de brasileiros que se preocupam no impacto que suas escolhas têm no meio ambiente. Esperamos que nesse Dia Mundial da Alimentação a reflexão se fortaleça evitando cada vez mais o desperdício”, conclui.

Sobre a Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.375 projetos de 472 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

[email protected] | (41) 3254-6077 | (41) 9235-3107

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