Conferência Ethos: a balança pende para o bem

Conferência Ethos: a balança pende para o bem

Paulo Itacarambi, do Ethos

A percepção das empresas em relação à sustentabilidade evoluiu nos últimos anos, e mudanças também aconteceram no perfil do público que participa da Conferência Ethos. Afinal, as empresas são formadas por indivíduos, mulheres, homens, com família, filhos, amigos, imersas num ambiente mais (ou menos) sustentável, mas que buscam informação. Essa busca por conhecimento e o debate sobre cada um dos 14 temas presentes nos painéis da Conferência ajudaram a fortalecer a percepção, não apenas da urgência de uma visão de negócios mais harmônica com os limites da natureza, como também a de que a sustentabilidade representa inúmeras e boas oportunidades para os negócios.

“O nível de conhecimento dessas pessoas é fantástico. O sistema interativo de perguntas para a plateia, usado este ano, mostrou o quanto os indivíduos estão engajados e conscientes da urgência de uma economia verde, inclusiva e responsável”, afirma Paulo Itacarambi, vice-presidente executivo do Instituto Ethos.

Mais de mil pessoas circularam nos dois dias de Conferência. “Contamos com a presença de 30 CEOs de empresas e 182 jornalistas, o que nos ajuda a multiplicar as mensagens nas empresas e na sociedade”, explica Itacarambi. Os desafios, no entanto, têm ficado cada vez maiores: a corrida contra o tempo, e a percepção da necessidade de que cada um faça sua parte e ao mesmo tempo mobilize a comunidade global. “A Conferência tem cada vez mais o papel de dar conta de temas tão controversos para um público extremamente exigente. Este ano, recebemos representantes do governo que vieram dialogar e abriram espaço para o debate sobre políticas públicas que podem ajudar ou atrapalhar o caminho da sustentabilidade”, avalia Jorge Abraão, presidente do Ethos.

“Não temos respostas claras para todas as perguntas, mas temos empresas atuantes e com o diferencial de não estarem pensando somente em seus dilemas, mas sim na sociedade”, afirma Jorge Abraão.

Todas as propostas e discussões geradas durante a Conferência serão sistematizadas e farão parte de um documento que o Ethos encaminhará à equipe que está coordenando as propostas brasileiras para a Rio+20. “Estamos falando de uma conferência de países, na qual as contribuições da sociedade civil, do setor empresarial e de outros atores precisam ser contempladas, e a Plataforma Ethos tem esse papel, de ouvir as partes interessadas”, disse Sergio Mindlin, presidente do Conselho do Instituto Ethos.

[Fonte: Agência Envolverde]

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