CERTIFICAÇÃO: AQUA gera valorização para a construção civil

CERTIFICAÇÃO: AQUA gera valorização para a construção civil

O Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), desenvolvido e adaptado à realidade brasileira pela Fundação Vanzolini vem ganhando cada vez mais a adesão de construtoras e incorporadoras no país. Criada em 2008, já conta com 25 processos iniciados, 20 certificados emitidos (fases de concepção, programa e operação) e 13 empreendimentos certificados, totalizando cerca de 150.000 m2.
Entre os empreendimentos em processo de certificação AQUA, na cidade de São Paulo, estão o Centro de Eventos Nortel e uma escola estadual da  Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE), responsável pela rede física da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Na Bahia, há dois empreendimentos residenciais da construtora Ecomundo. No Rio de Janeiro, em Niterói, a unidade da loja Leroy Merlin já obteve a certificação de todas as fases. Em Pindamonhangaba (SP), conjuntos habitacionais financiados pelo Minha Casa Minha Vida, da Construtora Casoi, receberão a certificação AQUA, além da Escola de Sustentabilidade Campus Natura, em Nazaré Paulista (SP).
Critérios exigentes
A certificada AQUA se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde. Isso abrange a concepção, projeto, construção e fase de uso dos empreendimentos, sejam eles residenciais, comerciais, complexos esportivos e arenas, ou destinados à habitação popular. Com isso, geram baixo impacto no meio ambiente durante a fase de construção, consomem menos recursos naturais e geram menos resíduos, explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria líder do Referencial Técnico AQUA e que detém 55% dos empreendimentos.
A certificação exige auditorias presenciais em todas as fases e durante a fase de projeto são consideradas soluções passivas e ativas para a redução de impactos ambientais e custos operacionais da construção.
Entre as soluções passivas, que podem ser empregadas sem custo adicional, estão a orientação das fachadas de modo a obter iluminação natural; cobertura destacada do forro, para melhora da ventilação natural; e sombreamento das faces ensolaradas com utilização de vegetação para reduzir o calor no interior do imóvel. Se essas medidas forem adotadas desde a fase do projeto arquitetônico, a habitação sustentável pode ter um custo similar à convencional.
Já as soluções ativas podem incluir adoção de vasos sanitários com descarga de seis litros, torneiras e chuveiros economizadores, sistemas de aproveitamento de água da chuva e reuso de água, lâmpadas de alta eficiência energética, uso de energia solar para aquecimento da água, etc. “Estes itens  podem requerer um investimento maior. Porém, é bom lembrar que quanto mais alto o desempenho ambiental, menores serão os custos operacionais da edificação”, explica o professor Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini.
Menor custo operacional
Martins ressalta que, hoje em dia, é necessário repensar o conceito de custo da obra, levando em conta também a fase de operação, cujo custo, ao longo dos anos, é muito maior do que o valor gasto na construção. Num horizonte de 30 anos, do custo total de construção e operação de um edifício, cerca de 20% correspondem à construção e 80% à operação. “Ou seja, se um edifício for sustentável e, consequentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados na fase de construção terão um rápido retorno”, destaca Martins.
“No Brasil, ainda não existem números relacionados a construções sustentáveis. Mas, na Europa, o período de retorno do investimento em uma obra sustentável gira em torno de dois a seis anos, aproximadamente. Além disso, uma construção sustentável – que pode ser uma casa, um edifício residencial, um hospital, uma escola, uma loja – certamente terá um valor patrimonial mais alto ao longo do tempo do que uma convencional, justamente pela durabilidade e facilidade de manutenção e pelo baixo custo operacional”, analisa Martins.
Mais informações:
Alzira Hisgail e Anna Karina Spedanieri
(11) 3675-0809 – 9292-9126
E-mail:[email protected]
www.ateliedetextos.com.br
www.processoaqua.com.br
www.vanzolini.org.br

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