BIODIVERSIDADE: Corredor Ecológico no Vale do Paraíba vai recuperar 150 mil hectares de Mata Atlântica

BIODIVERSIDADE: Corredor Ecológico no Vale do Paraíba vai recuperar 150 mil hectares de Mata Atlântica

A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba iniciou oficialmente o seu plano de ação para dar vida ao Projeto Corredor Ecológico, com meta de preservar e restaurar 150 mil hectares de Mata Atlântica, na porção paulista da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, nos próximos dez anos. A iniciativa tem como associados-fundadores Fibria, Banco Santander, Instituto Ethos, Instituto Oikos, a participação do Instituto Tomie Ohtake e da Fundação SOS Mata Atlântica, além da auditoria pro bono da PricewaterhouseCoopers.
As bases do projeto foram lançadas em 2006. Algumas áreas demonstrativas foram plantadas na região para ilustrar como se formam os corredores ecológicos e como eles podem fazer parte de uma propriedade sem interferir em seus processos produtivos. “De lá para cá trabalhamos na construção da base institucional do projeto e da ampliação de parcerias que permitirão sua continuidade no longo prazo. Um corredor ecológico tem a função de recuperar áreas degradadas e reconectar partes isoladas de floresta, facilitando a movimentação de espécies animais e possibilitando a prática de atividades sustentáveis nas áreas intermediárias, beneficiando pequenos produtores que vivem na região”, diz Paulo Valladares, secretário executivo da Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba (ACEVP).
O Corredor Ecológico já desenvolve atividades nos  municípios de São Luís do Paraitinga, Lorena e Guaratinguetá. Além dos benefícios ambientais, a iniciativa pretende envolver a população do entorno, com geração de renda e valorização cultural. “O nosso desafio é fazer esse trabalho de recuperação da biodiversidade incluindo pessoas. Queremos que elas sejam protagonistas e parceiras do projeto” explica José Luciano Penido, presidente do Conselho de Administração da Fibria e presidente do Conselho  da ACEVP.
Do total dos 150 mil hectares, 122 mil (1.660 árvores por hectare / total de 202 milhões em 10 anos) serão de espécies nativas da Mata Atlântica e 28 mil hectares (1.660 árvores por hectare / total 46 milhões de árvores em 10 anos) serão de florestas voltadas para o uso econômico (Eucalipto). “A proposta de recuperação da cobertura vegetal dessa região vai permitir a criação de faixas contínuas de matas ou um mosaico de atividades sustentáveis, de maneira a interligar trechos de florestas, e assim, propiciar a recuperação da biodiversidade daquele bioma, de seus recursos hídricos, do trânsito de animais, além de permitir que a floresta exerça seu papel como reguladora do clima”, explica Maria Luiza Pinto, diretora executiva de Desenvolvimento Sustentável do Santander.
As águas da parte paulista do rio Paraíba do Sul abastecem cerca de 10 milhões de pessoas, incluindo a indústria e a agricultura em São Paulo e  90 % da população da região metropolitana do Rio de Janeiro. “O projeto tem dois desafios: o de conscientizar as pessoas e o de não excluí-las desse processo. É uma ação coletiva da sociedade. E nisto, as empresas têm um papel fundamental. Queremos mobilizar as empresas que atuam no Vale e têm relação com a sociobiodiverdade da região”, diz Caio Magri, assessor de políticas públicas do Instituto Ethos.
Para a construção do Corredor Ecológico, foi realizado um estudo detalhado da ecologia da paisagem e foram identificadas diferentes formas de uso e ocupação do local. A ideia é ter os fragmentos preservados e conectados com uma produção compatível ao meio, garantindo que o proprietário não vá destruir a mata. A expectativa é de que, após ser concluído o processo de recuperação da mata ciliar, a cobertura vegetal da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, atualmente nesse estado:

Fique como na figura abaixo, num período estimado de 10 anos:

Produtores de água e de florestas
A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba desenvolveu alternativas para estimular a participação das comunidades e dos produtores da região, como o pagamento pela soma de serviços ambientais prestados (conservação do solo e água, floresta recuperada e floresta conservada), estímulo ao plantio de espécies nativas e de espécies para o uso econômico (Eucalipto) e plantios consorciados.
Há também a opção das propriedades cultivarem e comercializarem plantas medicinais comercializarem ou oferecerem matéria-prima para artesanato. Dessa forma, eles começam a ter uma variedade de opções para que suas propriedades gerem mais recursos do que com a degradação da floresta.
Apenas na porção paulista do rio Paraíba do Sul existem mais de 500 bacias de afluentes e milhares de nascentes. Para que a água continue disponível em abundância, com qualidade e regularidade, é necessário manter a porosidade do solo com uma série de práticas conservacionistas. Proteger as nascentes responsáveis pela formação dos rios e a mata da região são condições indispensáveis para isso.
Em parceria com a prefeitura de Guaratinguetá, SAEG  e a BASF, um projeto–piloto em andamento prevê o pagamento anual a produtores que protegem e recuperam as suas nascentes contribuindo assim para a “saúde hídrica” da bacia hidrográfica que abastece o município e contribui para a melhoria da qualidade hídrica do Vale.  A iniciativa é inspirada no caso de pagamento por serviços ambientais de Extrema, Minas Gerais.
Participação cidadã
Pessoas físicas ou jurídicas que queiram contribuir com o plantio de árvores, podem fazê-lo por meio do Programa Arvorecer. Ao custo de R$ 15,00, qualquer pessoa pode plantar uma árvore e ajudar os projetos socioambientais e culturais a serem financiados pela Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba. Já as empresas podem entrar em contato com coordenação do projeto pelo site e desenvolver projetos específicos. Para participar e obter mais informações acesse www.corredordovale.org.br
Sobre a Fibria
A Fibria é uma empresa 100% brasileira, resultante da união entre Aracruz e VCP e líder mundial na produção de celulose branqueada de eucalipto. Possui capacidade produtiva de aproximadamente 6 milhões de toneladas anuais. Sua operação, integralmente baseada em florestas renováveis, inclui desde a produção de celulose e papel até a distribuição de produtos ao consumidor final. Com áreas de plantio nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Bahia, a Fibria tem uma base florestal total de 1,3 milhão de hectares, dos quais 461 mil são destinados à preservação permanente.
No último dia 20 de maio as ações da Fibria começaram a ser negociadas no Novo Mercado, segmento de listagem que exige a prática dos mais elevados padrões em governança corporativa na BM&FBovespa.
Sobre o Grupo Santander Brasil*
O Grupo Santander Brasil, que reúne os Bancos Santander e Real, possui uma rede de atendimento composta por 3.587 pontos de venda, entre agências e postos de atendimento.
Com  mais de 150 anos de atuação, o Grupo Santander, sediado em Madri,  na  Espanha,   está  entre  as maiores instituições financeiras do mundo  por  capitalização  em  bolsa. Originário da cidade de Santander, na província   de  Cantábria,   atua  em   muitos  países   e  possui  grande diversificação   geográfica. Em março de 2010, mantinha 13.682 agências, em  torno  de  170  mil  funcionários,   cerca de  90  milhões de clientes,   mais   de   3  milhões  de  acionistas  e  volume  de  recursos administrados de 1.731  bilhões de dólares. O lucro líquido no primeiro trimestre de 2010 alcançou 3,1 bilhões de dólares.

*Números em IFRS

Mais informações:
Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba
(12) 3941.5936
(11) 2935.0869

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