O termo responsabilidade social, tão comumente associado à caridade há cerca de três anos, incomodava Fábio Barbosa. “Quer dizer que os deslizes de uma empresa no dia a dia podem ser compensados por uma simples doação?”, questiona. O presidente do Conselho de Administração do Santander almejava ir além disso: fazer com que a atitude da organização frente aos problemas fosse maior do que qualquer termo e sua coragem fosse percebida em todas as decisões – se um parceiro age de forma irresponsável, independentemente de sua importância, é preciso romper com ele. Durante a minipalestra, destacou a obrigação do líder em ser referência para mostrar aos mais jovens que seguir um caminho ético dá bons resultados e não é preciso pegar “atalhos”. A transparência, trazida ainda mais fortemente por eventos como o de ontem, foi outro aspecto destacado. “Há dez anos não existiria sequer uma discussão como essa.”