Robôs transformam lixo em matéria-prima
Se você assistiu a animação da Pixar WALL-E, o conceito de operário-robô de resíduos pode ser familiar. Mas para um grupo de arquitetos e cientistas de Nova Iorque a ideia merece uma séria reflexão.

O projeto foi apelidado de ‘Rapid Re(f)use’ e seus idealizadores afirmam que encontraram uma forma de reconstruir sete ilhas Manhattan em escala completa utilizando apenas materiais de recuperação de aterros.
A visão instigante tem como objetivo promover o debate sobre o lixo, mas baseia-se na tecnologia existente, de acordo com Mitchell Joachim, co-fundador da Terreform. “Se eu fosse um extraterrestre olhando pra Terra de cima do espaço, acharia que as cidades são motores cuja principal finalidade é produzir lixo”, diz Joachim.
Os robôs combinariam softwares usados em impressoras automatizadas 3D com técnicas encontrados em dispositivos de compactação de resíduos industriais. Equipado com garras “para maior precisão, eles compactam os resíduos em formas simples de interconexão que podem ser utilizados para construir novas estruturas. As máquinas também distingue entre diferentes tipos de material, separando plástico para janelas, para compostos orgânicos para estruturas biodegradáveis temporárias e assim por diante.
– Julian Rollins
Abasteça seu carro com… água?

A Ultra Green anunciou que está financiando a pesquisa de um gerador elétrico
(Electro Hydrogen Generator – EHG), desenvolvido pela OM Energy Ltd., empresa sediada em Oxford. Movido a partir dos gases de escape da eletrólise, o EHG usa um inovador sistema para extrair hidrogênio da água, alimentados a partir de um pequeno tanque, misturando-o com o abastecimento de combustível do veículo por co-incineração. O objetivo é uma economia de 20% em combustíveis e emissões. O dispositivo será testado ainda neste ano em um veículo militar 4×4. Se tudo correr bem, o EHG será adaptado para carros particulares cujos sistemas de motor podem ser reprogramados para reduzir a quantidade de combustível utilizada convencionalmente. Tony Blakey, presidente da Ultra Green Chairman, vê a inovação como um passo intermediário antes que o combustível de hidrogênio puro esteja disponível no mercado.
Hugo Spowers, líder da Riversimple, fabricante de carros movidos a hidrogênio, dá boas-vindas cautelosas ao EGH: “Acho que essas coisas podem realmente fazer algo de bom … mas a recuperação de calor e craqueamento de
água para produzir hidrogênio teria de ser fantasticamente eficiente “. Assim, os motoristas ainda não poderão reabastecer seus carros na pia da cozinha, mas também não passarão muito mais tempo nas bombas dos postos de gasolina.
– Dixe Wills
Publicado originalmente na edição 76 da revista Green Futures, uma publicação do Forum for the Future.







