Estudo NEXT – Saúde: Como serão os sistemas de saúde em 2040?

Em 2012, o Fórum Econômico Mundial, em colaboração com os seus parceiros e McKinsey & Company, envolveu mais de 200 líderes do sistema de saúde, políticos e especialistas em um esforço global ambicioso de análise holística para a questão: como serão os sistemas de saúde em 2040?

O sistema de saúde desejado no futuro é notavelmente diferente dos atuais, pois deverá contar com pacientes empoderados, modelos mais diversificados de entrega, novos papéis e partes interessadas, incentivos e normas.

A criação de um sistema de saúde financeiramente sustentável exige uma grande reorientação no sentido de valor e resultados, o envolvimento de um conjunto mais amplo de interessados em uma estrutura de governança eficaz e a maior participação e responsabilidade dos pacientes e cidadãos.

Os participantes sugeriram opções estratégicas para alcançar tais aspirações. A partir das conversas, três grandes temas emergiram:

1) Abranger dados e informações para transformar a saúde e os cuidados: a medicina de precisão entra em uma nova era, que desafia as práticas do passado; a genômica torna-se cada vez mais sofisticada, assim como a capacidade de previsão, prevenção e intervenção. Atualmente, há um melhor entendimento não apenas sobre a doença, mas das ações necessárias para mitigar o risco e otimizar a saúde. A medicina personalizada implica uma expansão radical nas opções de tratamento e, por consequência, nos custos. A mudança pode permitir a eliminação de despesas com terapias menos eficazes. Os big data (em português, megadados) chegaram à sociedade, e quase sete bilhões de gigabytes de novo armazenamento são adicionados a cada ano. Mais do que estender as fronteiras da medicina para a eficiência e a eficácia dos próprios sistemas de saúde, os big data podem transformar a colaboração e a integração entre os diferentes atores e, com isso, alterar o modo como se trata a saúde.

2) Inovar a assistência à saúde: o modelo de prestação de cuidados de saúde está firmemente preso ao passado. Ele deverá superar o paradigma da entrega tradicional e criar espaço e oportunidade para a inovação, a fim de oferecer melhores profissionais, resultados e valores.

3) Construir cidades saudáveis e países do futuro: para alcançar um sistema de saúde sustentável, as sociedades devem reformular a demanda por serviços de cuidados, isto é, reduzir a carga da doença com prevenção e capacitar as pessoas para que gerenciam sua própria saúde. Caberá ao sistema encorajá-las a desenvolver hábitos saudáveis, incentivar o consumo saudável e desenvolver um ambiente que privilegie o bem-estar.

Os futuros sistemas de saúde serão influenciados por uma série de fatores fora do controle de líderes do sistema de saúde. Seis incertezas críticas poderão remodelar significativamente o contexto:

1) Os indivíduos estarão dispostos a ser solidários e compartilhar responsabilidades quantos aos riscos à saúde?
2) O poder e a autoridade serão predominantemente localizados em nível nacional, supranacional ou local?
3) As inovações virão de dentro ou fora do sistema existente? De que tipo serão? Qual o nível de financiamento?
4) Quem vai assumir a responsabilidade pela coleta e análise de dados de saúde? As pessoas consentirão os seus dados pessoais a pesquisas?
5) Até que ponto irá a influência ativa sobre os estilos de vida individuais?
6) Uma vida saudável é uma escolha de minoria, um dever cívico ou uma aspiração?

Para os especialistas, em algum momento, não haverá mais recursos para operar o sistema; logo, deverá se construir um cenário onde todos os envolvidos (prestadores de serviços, operadoras de saúde, pacientes, profissionais de saúde e governo) discutam soluções que emirjam do debate multidisciplinar.



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