6º Estudo NEXT – Construção

Estudo NEXT: 6 tendências de sustentabilidade para construções


O setor da construção responde por altas taxas de lucros e empregabilidade, mas também por importantes impactos sobre o bem-estar social e o meio ambiente. Se atuar de forma inadequada e ignorar temas atuais em pauta, como direitos humanos, segurança no trabalho, saneamento ambiental e relações saudáveis com comunidades do entorno, essa indústria não apenas deixa de contribuir com a sustentabilidade e os benefícios socioambientais e econômicos ligados ao conceito, como ainda perde oportunidades de negócios – relacionadas a reaproveitamento de resíduos e uso eficiente de recursos, por exemplo – e ganhos de reputação.

Diante da enorme abrangência da indústria da construção, devido a sua extensa cadeia de valor, e do seu potencial de gerar legados positivos para a sociedade e o meio ambiente, a consultoria Ideia Sustentável elaborou, por meio do NEXT – Observatório de Tendências em Sustentabilidade, este estudo especial 6 Tendências de Sustentabilidade para Construções, a fim de oferecer conhecimento relevante às companhias e stakeholders da área e, consequentemente, incentivar uma importante mudança de cultura entre esses players.

Em parceria com a Fundação Espaço ECO®, o NEXT identificou e sistematizou as seguintes tendências: 1) Promover externalidades sociais positivas na cadeia de valor; 2) Inovar em materiais e processos; 3) Elaborar projetos sistêmicos; 4) Realizar a gestão sustentável dos resíduos; 5) Implantar eficiência energética e hídrica nas obras; 6) Desenvolver uma cultura de sustentabilidade para os stakeholders.

A partir delas, selecionou-se uma série de informações, cases, opiniões de especialistas e recomendações às empresas do setor para demonstrar como a indústria da construção pode gerar relevantes benefícios para investidores, clientes, fornecedores, comunidades e diversos outros públicos de interesse quando focada no desenvolvimento sustentável de suas atividades.

Segundo dados da consultoria Ernst & Young, 91,1% da população brasileira estarão vivendo em centros urbanos até 2030, e o número de habitantes por domicílio será cada vez menor. Assim, estima-se uma maior demanda por construções e pelo consumo dos produtos e materiais associados ao processo de edificação, ao uso e à operação desses empreendimentos, tornando ainda mais relevante uma postura sustentável por parte do setor da construção.

De acordo com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), 50% dos entrevistados no estudo Aspectos da Construção Sustentável no Brasil e Promoção de Políticas Públicas consideram que existe algum tipo de falta de informação em relação a temas importantes para a sustentabilidade do setor, tais como água, energia e materiais. Em outras palavras, a produção e o compartilhamento de conhecimento são imprescindíveis para o real avanço dessa indústria no tema.

Somente com mais informação – de qualidade – o setor conseguirá, por exemplo, ir além das expectativas legais e desenvolver ações para reduzir todos os impactos negativos na sua cadeia de valor, incorporando a ética ao relacionamento com stakeholders e combatendo a corrupção nas operações do dia a dia, conforme defende a Tendência 1 deste estudo.

Conhecimento também será fundamental na etapa de planejamento das obras, foco da Tendência 2, em especial para selecionar somente materiais e equipamentos sustentáveis, a partir de análises de ciclo de vida e de requisitos como baixa emissão de gases de efeito estufa, uso eficiente de energia e economia de água. À medida que necessário, o setor da construção terá de inovar em produtos e processos para conseguir alcançar melhores resultados rumo à sustentabilidade.

Contudo, não só a etapa de planejamento precisará levar em conta os valores sustentáveis: eles devem integrar todas as fases dos projetos, a fim de garantir, como mostra a Tendência 3, reduções significativas na quantidade de retrabalhos, no tempo de execução da obra, nos desperdícios de recursos materiais e financeiros, no número de acidentes de trabalhos, entre outros benefícios. Dessa forma, a indústria da construção aprimora tanto seus empreendimentos e sua imagem quanto o espaço urbano como um todo.

O setor tende a vivenciar uma fase de maiores investimentos em projetos que preconizem uma visão mais sustentável. Tal movimento ampliará a necessidade de expertise em metodologias capazes de responder às demandas sociais, ambientais e econômicas, abrindo oportunidades para profissionais que desejem entregar um produto com valor diferenciado para a sociedade.

Nesse sentido, uma etapa dos projetos que merece especial destaque é a de gestão dos resíduos produzidos na obra. Administrar de modo eficiente os recursos para gerar menos entulhos e desenvolver soluções para aqueles que ainda não contam com destinação final adequada são passos imprescindíveis para a sustentabilidade do setor. Aliás, a Tendência 4 aborda ainda o potencial de negócios da reciclagem, embora pouco reconhecido pelo mercado.

Pesquisas apontam que aproximadamente 72% dos municípios brasileiros apresentam serviços de manejo dos resíduos gerados na construção, mas apenas 9,7% contam com alguma forma de processamento. O panorama abre oportunidades crescentes tanto para o surgimento de empresas de reciclagem e gestão dos entulhos quanto de programas educacionais e treinamentos para o setor.

Por sua vez, a relevância da Tendência 5, sobre eficiência energética e hídrica, fundamenta-se em dados que demonstram a grande responsabilidade das edificações sobre impactos ambientais; por exemplo: um terço do consumo de energia global, um quinto das emissões de gases de efeito estufa e 65% da geração de resíduos.

Só no Brasil o setor consome 21% da água tratada e 50% da eletricidade, precisando o mais rápido possível valorizar a eficiência em produtos e processos para minimizar sua pegada ecológica – seja por meio de novas obras sustentáveis, seja pelo retrofit de edificações existentes.

No ritmo atual, o uso de energia pelos edifícios tende a dobrar ou mesmo triplicar até 2050, sendo que, segundo o Green Building Council Brasil, seria possível economizar uma Cantareira por ano em volume de água e uma Itaipu por ano em produção de eletricidade se o setor priorizasse o modelo de ecobuildings.

Vale ressaltar que as ações propostas neste estudo não implicam apenas mudanças internas nas empresas que compõem a indústria da construção. Na realidade, sua eficácia depende também do desenvolvimento de uma cultura de sustentabilidade em toda a cadeia de stakeholders, inclusive nas universidades e escolas de negócios, que precisam formar profissionais cada vez mais atentos a princípios de ética e ecoeficiência.

Na Tendência 6, o NEXT discorre sobre um arrojado processo de engajamento de pessoas de diferentes especialidades (arquitetura, engenharia, paisagismo, técnicos da construção civil) com os valores sustentáveis, bem como de convencimento de clientes, executivos do setor, investidores e representantes dos Conselhos de Administração desse mercado sobre a importância do tema.

Assim, para promover e acelerar o desenvolvimento sustentável do setor da construção, torna-se imprescindível integrar os conhecimentos técnicos das empresas e dos profissionais da indústria a uma visão cada vez mais sistêmica e pautada por valores éticos, sociais e ambientais.

Para conferir o estudo completo, CLIQUE AQUI



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