5º Estudo NEXT – Eficiência energética

6 TENDÊNCIAS DE SUSTENTABILIDADE PARA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E FONTES RENOVÁVEIS

Temos vivenciado acontecimentos de tamanha grandeza que originaram ondas sociais. Esta ideia, discutida por John Elkington em seu livro The Zeronauts, devido à sua relevância, ganhou vida própria sob o nome do programa Breakthrough Capitalism, em aprimoramento desde 2012. Ela é representada na figura a seguir, onde se vê que, de 1960 aos dias atuais, o mundo sofreu pressões sociais capazes de nortear, durante algum tempo, a agenda internacional – algumas mais duradouras, outras, menos.

O cenário do Breakthrough é montado a partir de contextos de evolução social global, que conduziram a impactos arrebatadores em governos, nos mercados financeiros e nas empresas. Essas ondas sociais são dinâmicas, mutáveis e complexas. A última delas trouxe à tona o conceito de sustentabilidade, com forte premência a partir do ano de 2010

Avançando para a segunda década do século 21, o mundo vivencia um momento de transformação que pode nos levar a três distintos caminhos: ao colapso, a permanecer no circuito de mudanças (Change-as-Usual) sem de fato agirmos para promover o futuro que queremos ou a iniciar um processo de descoberta e ruptura que revolucione a forma como fazemos negócios. O terceiro caminho representa a ideia do Breakthrough Capitalism, formulado pela Volans.

Nesse sentido, vale ressaltar o papel fundamental da energia para qualquer atividade econômica e, portanto, para o Breakthrough. Afinal, em um mundo conectado (pelas telecomunicações) e interdependente (geopoliticamente), ela ganha preponderância como elemento de inclusão (social, política, cultural, econômica, tecnológica), haja vista a exclusividade de tratamento dedicada ao tema nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Por sua complexidade, dinamismo e essencialidade, o sistema energético merece atenção especial e, assim, o NEXT – Observatório de Tendências em Sustentabilidade, da consultoria Ideia Sustentável, elaborou seis tendências que irão direcionar a energia para o caminho do Breakthrough.

Em parceria com a Schneider Electric Brasil e a Fundação Espaço ECO®, apresentamos análises e sugerimos ações pautadas nesses seis temas para incitar um movimento de liderança na condução das empresas em direção a um futuro energético sustentável e concreto.

Por que um futuro energético sustentável é também renovável?

Vital para as empresas e a sociedade como os recursos naturais, a energia pode transformar o modo de fazer negócios e as relações de todos com o meio ambiente. Além da responsabilidade sobre a preservação dos recursos naturais e sobre o agravamento do aquecimento global – devido às emissões do sistema energético –, existe ainda uma pressão também do lado da demanda: mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo continuam sem acesso à eletricidade. Os desafios são grandes no presente e tendem a aumentar no futuro; que revolução, portanto, os negócios deste setor podem realizar?

A eficiência energética é fundamental para integrar novos consumidores à rede, reduzir os gases de efeito estufa e acelerar o desenvolvimento sustentável dos países, uma vez que elimina desperdícios e fomenta a utilização das fontes renováveis, promovendo sinergia entre elas, criando uma matriz energética sustentável.

A adoção em larga escala de medidores inteligentes e redes conectadas, orientadas para uma visão de segurança energética, com total confiabilidade nos serviços oferecidos, permite a rápida  inserção de tecnologias avançadas de informação, comunicação e gestão de dados,  os quais podem  ser utilizados por governos, produtores e consumidores  para definição de prioridades e tomada de decisão.

O movimento de descentralização da rede e a geração distribuída já estão ocorrendo em algumas regiões, enquanto os sistemas de monitoramento se tornam cada vez mais automatizados.

Além disso, as energias renováveis podem responder aos desafios da mudança climática e às pressões socioeconômicas atuais. Um mundo predominantemente renovável em sua matriz energética oferece abundância no fornecimento de eletricidade a baixo custo, volatilidade reduzida em seu preço e oportunidades de empregos. Com as tecnologias existentes e o potencial de avanços no futuro, os países que investirem em energias renováveis diminuirão sua dependência de importação.

Vale destacar, porém, que as tecnologias por si só não são suficientes: o comprometimento entre as partes interessadas deve ser uma premissa, sejam elas governos, cidadãos, financiadores, empresas privadas ou agências internacionais.

Existe um movimento das empresas que sinaliza uma mudança já em curso. Até mesmo aquelas cujo negócio principal não se baseia em energias renováveis vêm investindo em projetos na área, como faz o Google.

Além de destinar grandes recursos a empreendimentos no setor nos últimos anos, o grupo anunciou recentemente uma parceria com a SolarCity para criar um fundo de investimento de US$750 milhões em projetos de produção de energia solar em residências. Outros gigantes da área de TI, como Apple e Facebook, também anunciaram seus empreendimentos em energias renováveis e programas de data center ecológicos.

Para alcançarmos um futuro desejável em energia, convidamos os leitores a refletir nas páginas deste estudo sobre as seis tendências em eficiência energética e fontes renováveis levantadas por Ideia Sustentável.

Começar com incentivos políticos adequados (Tendência 1) pode ser uma alavanca para o aprimorar e ampliar os investimentos em eficiência energética. Incitar as parcerias público-privadas é um item essencial nesse processo. Já para evoluirmos em direção a um mix mais equilibrado de recursos energéticos (Tendência 2), precisa-se conhecer a realidade e os desafios que envolvem as fontes de energia.

O recente lançamento da Tesla Energy – uma bateria residencial com potencial de tornar as casas independentes em eletricidade, usando apenas energia solar – prenuncia uma nova geração de infraestrutura energética e desmitifica a impossibilidade de tornar o mundo sustentável em energia.

Também se faz necessário identificar os pontos de ineficiência energética na cadeia de valor (Tendência 3) e planejar um gerenciamento adequado que solucione essas inoperâncias. Além disso, deve-se criar um ambiente voltado para a proatividade em ações de eficiência a partir de avanços tecnológicos (Tendências 4 e 5). A Internet das Coisas, por exemplo, tende a se tornar uma indústria de US$ 19 trilhões até 2020, já integrada aos negócios de gigantes como Cisco, GE, IBM e HP

Por fim, revela-se imprescindível o movimento de educar para o consumo consciente de energia (Tendência 6), atuando na ampliação do conhecimento sobre os efeitos das possibilidades disponíveis no presente para preparar indivíduos, empresas e órgãos públicos para um sistema energético sustentável no futuro.

Para conferir o estudo completo, CLIQUE AQUI



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